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INSTITUTO REFORMADO SANTO EVANGELHO

Teologia Reformada

PREPARANDO A IGREJA DE CRISTO! Sua realidade nasce da Bíblia. Orienta-se por ela. Nutri-se dela. Reformula-se por ela, estrutura-se, repensa-se e desenvolve-se tendo-a como sua fonte para todos os seus seguimentos, considerando-a como revelação absoluta, proposicional, inerrante, infalível, eterna e universal. Abraçamos o pressuposto de que a boa Teologia se forma e se consubstancia determinada por uma hermenêutica orientada exegeticamente pelo método gramático histórico tendo a Bíblia como seu “Princípio Arquitetônico”. Sua práxis nasce da Leitura Bíblica feita por estes “óculos hermenêuticos” e orienta-se pelos valores defendidos pela Hermenêutica Bíblica Reformada, a Confissão de Fé de Westminster e os Catecismos Maior e Breve.

Moodle — AVA

ESTUDOS NO CONFORTO DE SEU LAR! Ambiente Virtual De Aprendizagem [EaD] — Aulas em videoconferência (Ao Vivo)! EAD, O QUE É? Esta é a sigla para Educação à Distância. É uma modalidade de ensino mediada pelo correio ou correio eletrônico, ou por ferramentas que simulam um ambiente escolar. Nessa modalidade de ensino/aprendizagem o aluno é, de certa forma, autônomo e gerenciador do seu próprio estudo. O Instituto Reformado Santo Evangelho – IRSE já tem seu nome associado com o pioneirismo nesse tipo de uso virtual de ensino/aprendizagem. As atividades de educação a distância (EaD) do IRSE foram as primeiras experiências no formato de ensino totalmente a distância.

Material Didático

AULAS PELA INTERNET! Livros em PDF — ePUB — Apresentação em PowerPoint e PDF! O IRSE compilou e organizou todo o conteúdo dos Cursos de Bacharelado em Teologia; Especialização Acadêmica com equivalência ao Mestrado e Especialização Teológica com equivalência a Pós-graduação Lato Sensu em disciplinas, ou seja, em cada disciplina, diversas apostilas serão aplicadas a cada módulo estudado. O material didático do IRSE é constantemente atualizado para que o aluno tenha, em suas mãos, um excelente conteúdo teológico totalmente isento de tendências religiosas ou denominacionais capaz de despertar uma argumentação coerente, produzindo uma atitude reflexiva e crítica.

ARTIGOS


INCONSISTÊNCIAS PROTESTANTES — PARTE 4

4 – O Declínio Reformado. Muitas Igrejas reformadas também abandonaram a autoridade exclusiva da Bíblia sobre o culto. Muitas denominações reformadas e presbiterianas permanecem oficialmente apegadas à Sola Scriptura na esfera do culto. O papel da Escritura quanto ao culto é denominado de Princípio Regulador do Culto (PRC). Este princípio…

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DEVOCIONAL — UM HOMEM QUE SE DEITA NA SEPULTURA NÃO SE LEVANTARÁ OUTRA VEZ – A MORTE

Todas as noites, nós nos deitamos para dormir, e na manhã seguinte despertamos e nos levantamos outra vez, mas na morte, nós devemos nos deitar na sepultura, para não mais despertar ou levantar outra vez para este mundo [este estado em que estamos agora], para nunca despertar ou levantar, até…

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DEVOCIONAL — CUIDADO COM “A DOCE VIDA” — CONSELHO PROVERBIAL

Para muitas pessoas, através da História, a principal coisa na vida tem sido a busca dos prazeres (cf. O fracasso do hedonismo: — O prazer não tem sentido em si mesmo – o sábio e o tolo encaram um fim comum – Eclesiastes 2:1 – 17). Embora a Bíblia não…

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DESTAQUE

PÁGINA PRINCIPAL — DEPOIMENTOS

Depoimento.

Além da profundida do conteúdo, dos materiais que são fornecidos aos alunos (já incluso na mensalidade), e da abrangente grade de matérias, possui um dos melhores preços do mercado, o que o torna o mais acessível de todos os demais seminários de Teologia online. Eu recomendo o Instituto Reformado Santo Evangelho, uma das maiores e melhores escolas de Teologia na atualidade.

Leonardo Dâmaso – Aluno do Curso de Especialização Acadêmica com equivalência ao Mestrado

Depoimento.

O Instituto Reformado Santo Evangelho para mim é sinônimo de seriedade e compromisso com a Palavra de Deus, referência no âmbito da Teologia Reformada, uma instituição séria e piedosa trazendo o ensino reformado em sua essência para a edificação do corpo de Cristo.

Roberto Junior – Aluno do Curso de Especialização Acadêmica com equivalência ao Mestrado

Depoimento.

Recomendo a você que está em busca de uma preparação ou aperfeiçoamento teológico, uma instituição com estrutura, e obviamente, uma Teologia Reformada fiel as Escrituras e a Tradição.

Carlos Felipe – Aluno do Curso de Especialização Acadêmica com equivalência ao Mestrado

Depoimento.

Eu recomendo o IRSE por muitos motivos, mas quero destacar apenas sete – poderia citar muitos outros – são eles: — [1] – A formação superior a distância tem se mostrado uma tendência moderna em um mundo cada vez mais corrido, e vem apresentando profissionais tão qualificados quanto os formados em renomados cursos presenciais. Assim, não representa uma perda de qualidade; [2] – A praticidade de poder fazer o seu tempo de estudo é um grande trunfo, para quem tem uma rotina de trabalho, casa, família, etc., é uma excelente maneira de estudar; [3] – O valor cobrado pelo IRSE é extremamente simbólico, sou formado por outro instituto de Teologia onde era cobrado um valor mais elevado e com muito menos recursos a oferecer; [4] – O material do curso é muito completo e de fácil acesso, as apostilas em PDF separadas por semanas ajudam muito a organizar o tempo de estudo; [5] – A seriedade e devoção do corpo docente é algo que salta aos olhos, já que não busco apenas um curso, mas uma formação competente e doxológica.

Fagner Macedo – Aluno do Curso de Bacharelado em Teologia

Depoimento.

O IRSE é totalmente comprometido com as Escrituras e com a confessionalidade reformada. Além disso, é nítido o interesse dos docentes para que os alunos venham a obter o máximo de aprendizado possível do conteúdo trabalhado, o que é um excelente incentivo para o estudo. O IRSE leva os alunos a desenvolverem senso crítico, fornecendo livros e apostilas de excelente qualidade, e o melhor de tudo é que o material já está incluso na mensalidade. Ao final do curso, com certeza, os alunos terão uma biblioteca virtual imensa e com materiais de qualidade. Atualmente, o IRSE está entre os melhores seminários teológicos do Brasil e recomendo a todos.

Rafael Castro – Aluno do Curso de Bacharelado em Teologia

Depoimento.

Recomendo a todos sem distinção, sejam candidatos ao sagrado ministério, evangelistas, professores, liderança, demais membros e até a você que não é cristão. Recomendo sem medo de te decepcionar, seja a sua motivação crescer em conhecimento, se preparar para o exercício ministerial ou até mesmo um estudo estritamente acadêmico sobre as verdades bíblicas e toda a cosmovisão cristã. O Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE conta com os melhores materiais disponíveis, comprometido com a confessionalidade reformada e com as verdades do Evangelho sem subjetividades, devaneios ou heresias.

Jhean Almeida – Aluno do Curso de Bacharelado em Teologia

Depoimento.

O Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE é uma instituição séria, confessional, comprometida com uma Teologia sólida, com um curso altamente estruturado e visando o aperfeiçoamento dos santos para o ministério.

Vitor Lins – Ex–aluno do Curso de Bacharelado em Teologia

Est Veritas ― EV.



Est Veritas [A Verdade] é um site de notícias vinculado ao Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE; o IRSE é associado da WRF — World Reformed Fellowship (Fraternidade Reformada Mundial), convenente da VDAU — Vox Dei American University (Universidade Americana com sede no Estado da Flórida) e parceiro do SETELAM — Seminário Teológico Latinoamericano (Seminário de Teologia com sede no Paraguai).


Post Tenebras Lux ― Revista Digital.



A Revista Digital Post Tenebras Lux é a nossa revista digital, este ano de 2019 será lançada seis edições em duas versões – Acadêmica e Kids; para adultos e crianças, o objetivo é que a PTL seja um fórum no qual temas teológicos, exegéticos, históricos, éticos, catecismos infantis, etc., também política, arte, moral, devocionais, artigos, pastorais, serão abordados, assim, possa ser uma instrumentalidade de consulta e pesquisa apresentados à Igreja local e a sociedade – publicado em língua portuguesa. Este projeto é comprometido com a tradição reformada – a cosmovisão calvinista, expondo a missão e o pressuposto do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE. Nosso objetivo é apresentar todos os temas dentro de uma perspectiva bíblico–teológica, ou seja, como fruto de pesquisa e pensamento crítico, mas ao mesmo tempo numa linguagem e conceitos acessíveis aos leitores não especializados do âmbito teológico – acadêmico, como também especializados. O acesso ao conteúdo desenvolvido da Revista Digital Post Tenebras Lux, será disponibilizado uma versão reduzida de forma gratuita no site do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE.


O IRSE tem por finalidade:

1 – Atuar em favor de uma educação de excelência.

2 – Promover a educação cristã evangélico reformada, entendida como aquela que visa à formação integral do ser humano como pessoa, sujeito e agente de construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária e pacífica, segundo o Evangelho e o ensinamento social da Igreja.

3 – A criação, manutenção, reformulação ou extinção de cursos nos seus diferentes níveis, modalidades e graus, em consonância com a legislação vigente, ministrando o ensino com base nos princípios bíblicos, teológicos, científicos e filosóficos, buscando a integração social e a constante construção da cidadania por meio de seus pressupostos, de tal forma que os beneficiários educandos possam estabelecer uma relação ética com a sociedade.

4 – A formação e o aperfeiçoamento de profissionais, especialistas, técnicos, professores e pesquisadores.

5 – Defender a liberdade de escolha das famílias ao tipo de educação que desejam para os filhos, segundo seus princípios morais, religiosos e pedagógicos.

6 – Proclamar a liberdade de ensino consagrada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Constituição da República Federativa do Brasil e nos ensinamentos do magistério eclesial.

7 – Promover a pesquisa científica, a extensão social e o desenvolvimento cultural a serviço da vida.

8 – Estabelecer intercâmbio com instituições congêneres nacionais e internacionais.

9 – A realização de parcerias com entidades afins nacionais e internacionais.

10 – O IRSE presta, também, serviços gratuitos permanentes e sem qualquer discriminação.

11 – Atender às carências de ensino de Teologia Reformada a nível superior, na língua portuguesa, atingindo o maior número possível de localidades no Brasil e no mundo.

12 – Equipar teologicamente, bem como em outras áreas necessárias, com um nível de educação superior, líderes das Igrejas de Jesus Cristo, que demonstrem vocação, qualificações, interesse e disciplina para se submeterem ao programa requerido.

13 – Propiciar, ao nível superior, ensino de cosmovisão bíblica para alunos que estejam estudando em outras áreas distintas da Teologia.

14 – Contribuir para com a formação de pastores.

15 – Contribuir para com a formação de teólogos.

16 – Contribuir para com a formação de professores do ensino primário, médio e superior.

17 – Contribuir para a comunidade local em geral.

A educação superior em Teologia tem por finalidade:

1 – Estimular a Tradição Reformada e o desenvolvimento do espírito científico e do pensamento reflexivo.

2 – Formar diplomados nas diferentes áreas de conhecimento teológico, aptos para a inserção em setores profissionais e para a participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua formação contínua.

3 – Incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura cristã, especialmente a tradição reformada, e, desse modo, desenvolver o entendimento do homem e do meio em que vive pela cosmovisão cristã–reformada.

4 – Promover a divulgação de conhecimentos teológicos, culturais, científicos e filosóficos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o saber através do ensino, de publicações ou de outras formas de comunicação.

5 – Suscitar o desejo permanente de aperfeiçoamento bíblico–teológico–reformado, cultural e pastoral, e possibilitar a correspondente concretização, integrando os conhecimentos que vão sendo adquiridos numa estrutura intelectual sistematizadora do conhecimento de cada geração.

6 – Estimular o conhecimento dos problemas do mundo presente, em particular os nacionais e regionais, prestar serviços especializados à comunidade e estabelecer com esta uma relação de reciprocidade, ensinando os valores bíblico–reformados.

7 – Promover a extensão, aberta à participação da população, visando à difusão das conquistas e benefícios resultantes da tradição reformada e da pesquisa científica geradas na instituição.

8 – Atuar em favor da universalização e do aprimoramento da educação acadêmica, mediante a formação e a capacitação de docentes, pastores, palestrantes e missionários, a realização de pesquisas teológicas, andragógicas – pedagógicas e científicas; o desenvolvimento de atividades de extensão que aproximem os dois níveis acadêmicos.

Em suma, atender às carências de ensino de Teologia Reformada a nível superior, na língua portuguesa, atingindo o maior número possível de localidades no Brasil e no mundo. Equipar teologicamente, bem como em outras áreas necessárias, com um nível de educação superior, líderes das Igrejas de Cristo, que demonstrem vocação, qualificações, interesse e disciplina para se submeterem ao programa requerido.

Convênios Acadêmicos.

O IRSE reconhece a grande importância existente no apoio de outros irmãos, que trabalham na mesma área de ensino, que possam compartilhar os dons de Jesus Cristo, desenvolvendo um clima de mútuo aprendizado entre colaboradores. Por essa razão, o IRSE procura firmar um ou mais convênios com outras escolas reformadas de ensino superior. O IRSE é convenente da VDAU — Vox Dei American University (Universidade Americana com sede no Estado da Flórida), do SETELAM — Seminário Teológico Latinoamericano (Seminário de Teologia do Paraguai), e associado da WRF — World Reformed Fellowship (Fraternidade Reformada Mundial).


Reforma Protestante — Do que se tratava?



31 de Outubro — Dia da celebração da Reforma Protestante.
“Ecclesia Reformata et Semper Reformanda est” (A Igreja é reformada e está sempre se reformando).

A Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão do século XVI liderado por Martinho Lutero, simbolizado pela publicação de suas 95 teses em 31 de outubro de 1517 na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg (conhecida como a Igreja de Todos os Santos de Wittenberg). Tendo por ponto de partida as críticas às vendas de indulgências, o movimento de Lutero tornou-se conhecido como um protesto contra os abusos do clero, evoluindo para uma proposta de reforma no catolicismo romano a partir da mudança em diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, com base no que Lutero entendia como um retorno às Escrituras Sagradas. Os princípios fundamentais extraídos da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco Solas — Sola Scriptura (a Escritura somente), Sola Gratia (a Graça somente), Sola Fide (a Fé somente), Solus Christus (somente Cristo) e Soli Deo Gloria (Glória somente a Deus). Quando o monge católico Martinho Lutero, filiado à ordem de Santo Agostinho, fixou suas 95 teses (ou Disputação do Doutor Martinho Lutero sobre o Poder e Eficácia das Indulgências, em latim – “Disputatio pro declaratione virtutis indulgentiarum”) na porta da Igreja do Castelo, em Wittenberg (Alemanha), ele estava conclamando o povo e os eruditos para que repensassem o modo como interpretavam e viviam o Cristianismo. Em uma época que o povo comum era privado da leitura das Escrituras e o papa liderava a cristandade com mãos de ferro, Lutero foi uma voz levantada por Deus para dar início a uma completa “revolução espiritual” na Alemanha. Lutero combateu os vários desvios doutrinários de sua época praticados pela Igreja Católica Romana, condenou veementemente a venda de indulgências, traduziu a Bíblia para o alemão e a colocou nas mãos do povo comum – os leigos, inflamou o coração de seus irmãos à uma busca sincera por Deus e o Cristianismo autêntico. Toda esta coragem levou Lutero a sofrer excomunhão por meio de uma bula editada pelo Papa Leão X (1513 – 1521), sucedido por seu primo Clemente VII (1523 – 1534) — Leão X foi o último papa a ter visto a Europa Ocidental totalmente católica. Martinho Lutero em reação à Igreja Católica queimou a bula papal em praça pública, rompendo de vez o elo com a Igreja Católica Romana. Finalmente, nos dizeres de Calvino, “Post Tenebras Lux” (depois das trevas, luz), após anos e anos de escuridão e sombras, a luz do Evangelho voltava a brilhar para o mundo. A partir de 1883, a Igreja do Castelo de Wittenberg foi restaurada como um local memorial e reinaugurada em 31 de outubro de 1892, 375 anos depois de Lutero postar as 95 teses.

Tese 62 – O verdadeiro tesouro da Igreja é o santíssimo Evangelho da glória e da graça de Deus.

Tese 92 – Fora, pois, com todos esses profetas que dizem ao povo de Cristo: — “Paz, paz!” sem que haja paz!

Tese 93 – Que prosperem todos os profetas que dizem ao povo de Cristo: — “Cruz! Cruz!” sem que haja cruz!

Tese 94 – Devem-se exortar os cristãos a que se esforcem por seguir a Cristo, seu cabeça, através das penas, da morte e do inferno;

Tese 95 – e, assim, a que confiem que entrarão no céu antes através de muitas tribulações do que pela segurança da paz.

Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma “revolução religiosa e magisterial”, iniciada na Alemanha, estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contrarreforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento.

O resultado da Reforma Protestante foi a “divisão” da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o Protestantismo.

Na Alemanha, Suíça e França.

No início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero, abraçando as idéias dos pré–reformadores, proferiu três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg, com um convite aberto a uma disputa escolástica sobre elas. Esse fato é considerado como o início da Reforma Protestante. Essas teses condenavam a “avareza e o paganismo” na Igreja, e pediam um debate teológico sobre o que as indulgências significavam. As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Após um mês se haviam espalhado por toda a Europa. Após diversos acontecimentos, em junho de 1518 foi aberto um processo por parte da Igreja Romana contra Lutero, a partir da publicação das suas 95 Teses. Alegava-se, com o exame do processo, que ele incorria em heresia. Depois disso, em agosto de 1518, o processo foi alterado para heresia notória. Finalmente, em junho de 1520 reapareceu a ameaça no escrito “Exsurge Domini” e, em janeiro de 1521, a bula “Decet Romanum Pontificem” excomungou Lutero. Devido a esses acontecimentos, Lutero foi exilado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permaneceu por cerca de um ano. Durante esse período de retiro forçado, Lutero trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, da qual foi impresso o Novo Testamento, em setembro de 1522. Enquanto isso, em meio ao clero saxônio, aconteceram renúncias ao voto de Castidade (ou voto de Continência), ao mesmo tempo em que outros tantos atacavam os votos monásticos (votos religiosos ou votos canônicos são votos ou promessas que distinguem uma pessoa religiosa de uma pessoa leiga na Igreja Católica Romana). Entre outras coisas, muitos realizaram a troca das formas de adoração e terminaram com as missas, assim como a eliminação das imagens nas Igrejas e a ab–rogação do celibato. Ao mesmo tempo em que Lutero escrevia “a todos os cristãos para que se resguardem da insurreição e rebelião”. Seu casamento com a ex-monja cisterciense Catarina von Bora incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Com estes e outros atos consumou-se o rompimento definitivo com a Igreja Romana. Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms que teve um papel importante na Reforma, pois nela Lutero foi convocado para desmentir as suas teses; no entanto, ele defendeu-as e pediu a Reforma. Autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano–Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e até assassinavam sacerdotes católicos das Igrejas, substituindo-os por religiosos com formação luterana; Lutero reprovou absolutamente tais atos como reprovável diante do que estava acontecendo, era uma reforma evangélica. Lutero não era simpatizante com a idéia de atribuir a essa Reforma o seu nome. Lutero sempre se opôs ao uso da designação “luterano” por parte daqueles que abraçaram a Reforma.

Acerca disso, o reformador declarou: — “Peço que se silencie acerca de meu nome e ninguém se denomine luterano, mas, sim, cristão. Quem é Lutero? A doutrina não é minha e não fui crucificado por ninguém […]. E como poderia ser que eu, um pobre saco de estrume, tivesse meu nome, o qual nenhuma salvação encerra, dado aos filhos de Cristo? Não deve ser assim, terminemos com esses nomes partidários e denominemo-nos cristãos, pois possuímos a doutrina de Cristo”.

Toda essa rebelião resultou também em rebeliões armadas, com destaque para a Guerra dos Camponeses (1524 – 1525). Esta guerra foi, de muitas maneiras, uma resposta aos discursos de Lutero e de outros reformadores. Revoltas de camponeses já tinham existido em pequena escala em Flandres (1321 – 1323), na França (1358), na Inglaterra (1381 – 1388), durante as guerras hussitas do século XV, e muitas outras até o século XVIII. A revolta foi incitada principalmente pelo seguidor de Lutero, Thomas Münzer, que comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada, Lutero por sua vez defendia que a existência de “senhores e servos” era vontade divina, motivo pelo qual eles romperam, sendo que Lutero condenou Münzer e essa revolta. Em 1530, foi apresentada na Dieta imperial convocada pelo imperador Carlos V, realizada em abril desse ano, a Confissão de Augsburgo, escrita por Felipe Melanchton com o apoio da Liga de Esmalcalda. Os representantes católicos na dieta resolveram preparar uma refutação ao documento luterano em agosto, a Confutatio Pontificia (Confutação), que foi lida na dieta. O imperador exigiu que os luteranos admitissem que sua confissão havia sido refutada. A reação luterana surgiu na forma da Apologia da Confissão de Augsburgo, que estava pronta para ser apresentada em setembro do mesmo ano, mas foi rejeitada pelo Imperador. A Apologia foi publicada por Felipe Melanchton no fim de maio de 1531, tornando-se confissão de fé oficial quando foi assinada, juntamente com a Confissão de Augsburgo, em Esmalcalda, em 1537. Ao mesmo tempo em que ocorria uma reforma em um sentido determinado, alguns grupos protestantes realizaram a chamada Reforma Radical. Queriam uma reforma mais profunda. Foram parte importante dessa reforma radical os anabatistas, cujas principais características eram a defesa da total separação entre Igreja e estado e o “novo batismo” ou re–batismo (que em grego é anabaptizo). Enquanto na Alemanha a reforma era liderada por Lutero, Na França e na Suíça a Reforma teve como líderes João Calvino e Ulrico Zuínglio.

João Calvino foi inicialmente um humanista. Foi integrante do clero, todavia não chegou a ser ordenado sacerdote romano. Depois do seu afastamento da Igreja Romana, este intelectual começou a ser visto como um representante importante do movimento protestante. Vítima das perseguições aos huguenotes na França, fugiu para Genebra em 1533 onde faleceu em 1564. Genebra tornou-se um centro do protestantismo europeu e João Calvino permanece desde então como uma figura central da história da cidade e da Suíça. Calvino publicou as Institutas da Religião Cristã (ou As Institutas), que são uma importante referência para o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas.

O biógrafo de João Calvino, o francês Bernard Cottret, escreveu:

“Com o Concílio de Trento – concílio católico (1545 – 1563) […], trata-se da racionalização e reforma da vida do clero. A Reforma Protestante é para ser entendida num sentido mais extenso: — ela denomina a exortação ao regresso aos valores cristãos de cada “indivíduo”.

Segundo Bernard Cottret, diferente da pregação romana que defende a salvação na Igreja:

“A reforma cristã, em toda a sua diversidade, aparece centrada na Teologia da Salvação. A salvação, no cristianismo, é forçosamente algo de individual, diz mais respeito ao indivíduo do que à comunidade”.

Os problemas com os huguenotes somente concluíram quando o rei Henrique IV, um ex–huguenote, emitiu o Édito de Nantes, declarando tolerância religiosa e prometendo um reconhecimento oficial da minoria protestante, mas sob condições muito restritas. O catolicismo romano se manteve como religião oficial estatal e as fortunas dos protestantes franceses diminuíram gradualmente ao longo do século seguinte, culminando no Édito de Fontainebleau de Luis XIV, que revogou o Édito de Nantes e fez de Roma a única Igreja legal na França. Em resposta ao Édito de Fontainebleau, Frederick William de Brandemburgo declarou o Édito de Potsdam, dando passagem livre a franceses huguenotes refugiados e isentando-os de impostos durante 10 anos. Ulrico Zuínglio foi o líder da reforma suíça e fundador das Igrejas reformadas suíças. Zuínglio não deixou Igrejas organizadas, mas as suas doutrinas influenciaram as confissões calvinistas. A reforma de Zuínglio foi apoiada pelo magistrado e pela população de Zurique, levando a mudanças significativas na vida civil e em assuntos de estado em Zurique. Fortemente perseguida, a Reforma praticamente não penetrou em Portugal e Espanha. Ainda assim, uma missão francesa enviada por João Calvino se estabeleceu em 1557 numa das ilhas da baía de Guanabara, localizada no Brasil, então colônia de Portugal. Ainda que tenha durado pouco tempo, deixou como herança a Confissão de Fé da Guanabara. Por volta de 1630, durante o domínio holandês em Pernambuco, a Igreja Cristã Reformada (Igreja Protestante na Holanda) instalou-se no Brasil. Tinha ao conde Maurício de Nassau como seu membro mais ilustre. Esse período se encerrou com a Guerra da Restauração portuguesa. Na Espanha, as idéias reformadas influíram em dois monges católicos: — Casiodoro de Reina, que fez a primeira tradução da Bíblia para o idioma espanhol, e Cipriano de Valera, que fez sua revisão, originando a conhecida como Biblia Reina–Valera.

Seguiram-se uma série de importantes acontecimentos e conflitos entre as duas religiões, como o Massacre da noite de São Bartolomeu, ocorrido como parte das Guerras Francesas, organizada pela casa real francesa contra os calvinistas franceses (huguenotes), em 24 de agosto de 1572 e duraram vários meses, inicialmente em Paris e depois em outras cidades francesas. Números precisos para as vítimas nunca foram compilados, e até mesmo nos escritos dos historiadores modernos há uma escala considerável de diferença, que têm variado de 2.000 vítimas, até a afirmação de 70.000, pelo contemporâneo e apologista huguenote duque de Sully, que escapou por pouco da morte.

Um dos pontos de destaque da reforma é o fato de ela ter possibilitado um maior acesso à Bíblia, graças às traduções feitas por vários reformadores (entre eles o próprio Lutero, que a traduziu para o alemão) a partir do latim para as línguas nacionais. Tal liberdade fez com que fossem criados diversos grupos independentes, conhecidos como denominações. Nas primeiras décadas após a Reforma Protestante, surgiram diversos grupos, destacando o luteranismo, que foi o grupo originador do movimento de Reforma da Igreja Católica e as Igrejas Reformadas ou calvinistas (presbiterianismo e congregacionalismo). Nos séculos seguintes, surgiram outras denominações com destaque para os batistas e os metodistas.

Que na data de 31 de outubro de cada ano, lembremos da grande descoberta de Martinho Lutero, e que caracteriza uma Igreja evangélica de verdade Lutero disse: — Noite e dia eu ponderei, até que vi a conexão entre a justiça de Deus e a afirmação de que o justo viverá pela fé. Então eu compreendi que a justiça de Deus era aquela pela qual, pela graça e pura misericórdia, Deus nos justifica através da fé. Com base nisso eu senti estar renascido e ter passado através de portas abertas para dentro do paraíso. Toda a Escritura teve um novo significado, e se antes a justiça me enchia de ódio, agora ela se tornou para mim inexprimivelmente doce em um maior amor. Essa passagem de Paulo se tornou para mim um portão para o céu:


❝ […] o justo viverá pela Fé! ❞Romanos 1:17.


O hino da Reforma Protestante — Castelo Forte.

O hino Ein feste Burg ist unser Gott (“Castelo Forte” ou “Fortaleza Poderosa”) é um dos mais importantes hinos da história do Cristianismo. Composto por Martinho Lutero, foi considerado pelo poeta romântico alemão, conhecido como “o último dos românticos” Christian Johann Heirich Heine (Düsseldorf – 1797 — 1856) como a “Marselhesa da Reforma”, numa alusão ao hino nacional francês. Segundo Heine, esse foi composto por Lutero por volta de 1521, por ocasião de sua convocação para a Dieta de Worms. Essa assembleia foi convocada pelo imperador alemão Carlos V para os dias 27 de janeiro a 25 de maio de 1521 e, dentre outros assuntos, trataria da polêmica em torno dos ensinos do reformador. Havia o perigo de que Lutero fosse condenado após a Dieta, e acabasse na fogueira como John Huss cerca de cem anos antes. Na preparação para a assembleia, Lutero, autor de trinta e sete hinos, teria composto “Castelo Forte”, baseado no Salmos 46, que se inicia assim: — “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, ainda que a terra se mude, e ainda que os montes se transportem para o meio dos mares. Ainda que águas rujam e se perturbem, ainda que os montes se abalem pela sua braveza”. Conta-se que Lutero cantou este hino quando avistou as torres das Igrejas em Worms, também em 1523, quando soube que dois jovens haviam sido queimados em Bruxelas por seguirem doutrinas da Reforma Protestante; e em 16 de agosto de 1527, ao saber da execução do seu amigo Leonhard Kaiser. O ministro protestante suíço Jean-Henri Merle d’Aubigné diz: — Foi cantado pelos príncipes luteranos alemães, quando entraram em Augsburg para a Dieta em 1530, na qual a Confissão de Augsburgo foi apresentada; e a opinião de que foi composto em conexão com a Dieta de Speyer (1529), na qual os príncipes luteranos alemães apresentaram o seu “protesto” ao Imperador Carlos V, que queria reforçar o seu Édito de Worms (1521). O mais antigo hinário existente, em que este hino aparece, é o de Andrew Rauscher (1531), mas é provável que ele figurasse no hinário de Wittenberg, de Joseph Klug, de 1529, do qual não existe cópia. Seu título era “Der XXXXVI Psalm” (“O Salmos 46”). “Deus noster refugium et virtus – Deus é o nosso refúgio e fortaleza”. Antes disso é provável que tenha figurado no Hinário de Wittenberg, de Hans Weiss de 1528, também extraviado. Esta evidência reforça a idéia de que fora escrito entre 1527 e 1529, já que os hinos de Lutero eram impressos imediatamente após serem escritos. A qualidade musical de “Castelo Forte” é atestada pelo uso que se fez da obra no decurso da história. John Sebastian Bach (1685 – 1750) a usou para criar a sua cantata em homenagem à Reforma. Por sua vez, o compositor Felix Mendelssohn (1809 – 1847) usou o hino na Sinfonia nº 5, intitulada: — A Reforma, considerada por alguns como uma obra-prima. Outros músicos importantes como Giacomo Meyerbeer (1791 – 1864), Wagner (1813 – 1883) e Strauss (1864 – 1949) também utilizaram o hino de Lutero em suas composições. Na ópera “Os Huguenotes” de Giacomo Meyerbeer, é utilizada diversas vezes como Leitmotiv. É também citada na ópera “Friedenstag”, de Richard Strauss. No Brasil, hino foi introduzido no hinário batista “Cantor Cristão”, hino 523, e posteriormente no hinário utilizado pelas Assembleias de Deus “Harpa Cristã”, hino 581. Foi também gravado pelo grupo Vencedores por Cristo, no álbum “Louvor VIII”.


Nossos valores.