AS ESCOLAS PÚBLICAS SÃO SATÂNICAS?

AS ESCOLAS PÚBLICAS SÃO SATÂNICAS?

“Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha” (Mateus 12:30 – ACF).

Nos Estados Unidos, a grande maioria dos evangélicos envia seus filhos para escolas públicas. Estas são escolas financiadas por impostos (principalmente impostos sobre a propriedade) e, segundo o Estado, essas escolas devem ser neutras em relação à religião. Portanto, elas devem ser puramente seculares em seu ensino com respeito a todos os vários tópicos. O raciocínio por trás dessa prática é que a América é uma sociedade pluralista com muitas crenças religiosas diversas. Consequentemente, a única maneira de ser justo e “neutro” (nos é dito) é deixar a religião totalmente fora das escolas públicas. Os cristãos professos aceitaram em grande parte esse conceito de neutralidade e raramente se queixaram da educação pública até a geração atual, devido ao grande aumento de mentiras e propaganda de esquerda sobre raça e ética sexual (por exemplo, os professores agora defendem o racismo contra brancos, a fornicação, a homossexualidade, o travestismo e a perversão transgênero etc.). Poder-se-ia dizer que, no passado, os professores de escolas públicas e seus líderes esquerdistas, democratas e anticristãos fingiam ser neutros, enquanto hoje eles têm sido mais abertos e epistemologicamente consistentes com sua visão de mundo e de vida. Esta situação atual forçou muitos cristãos professos a tirar a cabeça da areia.

Em nossos dias, é importante olhar para a Filosofia ou visão de mundo e de vida das escolas públicas e demonstrar que elas são demoníacas e anticristãs de ponta a ponta. Não é mais bíblico ou agradável a Cristo enviar seus filhos para uma escola pública do que teria sido para os judeus na era da Antiga Aliança enviar seus filhos para escolas de Baal, Moloque ou Aserá. Para provar essa afirmação, consideraremos várias áreas diferentes de pensamento. Uma das principais coisas a entender, que fundamenta todos os nossos argumentos relacionados à educação cristã, são os fundamentos filosóficos da educação moderna e o mito da neutralidade religiosa. A ideia de que a religião pode ser divorciada da educação é falsa e absurda. Pode-se ver que isso é impossível uma vez que se entende como a visão de mundo e de vida de uma pessoa afeta seu pensamento, fala e ações em todas as áreas da vida. A cosmovisão de alguém lida com preocupações últimas; isto é, o conceito de vida e realidade de alguém: — de onde viemos; por que estamos aqui; qual é o propósito da vida; qual é a fonte de significado e ética; qual é a definição da família; qual é a base ou fundamento da lei e da justiça? A educação deve ensinar a verdade. Deve ajudar a pessoa a se preparar para a vida. Deve ajudar a pessoa a escolher uma vocação na vida. Todas essas coisas são inescapavelmente religiosas. Governos civis comunistas, socialistas, fascistas e todos os tiranos entendem isso e, portanto, fizeram da educação o objetivo de moldar as crianças em bons e obedientes seguidores e servos do Estado. Com o estatismo, a elite política age como deus e diz aos cidadãos o que deve ser acreditado. O Estado determina a verdade e a ética. O Estado exige aceitação e obediência a seus planos, não simplesmente no âmbito econômico, militar ou legislativo, mas também no que diz respeito à ética. Pois a visão de ética de alguém será inevitavelmente a base de sua ordem jurídica. Para nos ajudar a entender como a cosmovisão secular humanista ou ateísta–estatista difere radicalmente da cosmovisão bíblica, vamos comparar e contrastar essas duas cosmovisões e demonstrar como elas afetam as crianças e o futuro da sociedade e cultura americanas.

Primeiramente, contrastemos o propósito e o objetivo da educação. Quando um governo secular controla a educação, o propósito da educação é tornar as pessoas bons cidadãos do Estado, mesmo que esse Estado seja pagão, ateísta e satânico. Por exemplo, o partido Democrata na América considera que as crianças estão sob o Estado (isto é, os sindicatos de professores estaduais liberais, pró–sodomitas, pró–aborto [o assassinato de crianças não nascidas], pró–socialismo, pró–transgênero, pró–Green New Deal, pró–perversão sexual e hedonismo etc.). Eles querem que as crianças busquem no Estado significado, ética, dependência econômica, salvação etc. Isso era verdade sob os comunistas, fascistas e ditadores do século XX e está acontecendo hoje também, embora geralmente de uma maneira mais sutil e enganosa. As escolas não estão interessadas na verdade ou na sabedoria genuína, mas sim em propaganda para promover seus objetivos políticos de longo prazo. Na cosmovisão cristã, as crianças pertencem a Deus, mas são colocadas diretamente sob a autoridade de seus pais. Se os pais enviam seus filhos para uma escola, eles estão delegando sua autoridade a um professor temporariamente durante o horário escolar. Eles só devem delegar sua autoridade parental dada por Deus quando tiverem certeza de que o professor adere estritamente à visão cristã de mundo e de vida e não ensinará a seu filho nada contrário à Bíblia ou à ética cristã. Em outras palavras, não seria apenas imoral enviar os filhos para uma escola estatal, mas também seria errado para um cristão genuíno (um protestante) enviar seus filhos para uma escola católica romana.

A visão bíblica da criação de filhos é diametralmente oposta ao conceito de neutralidade da escola estatal, que de fato não é neutra. Em Deuteronômio 6:7 e seguintes, Deus ordena aos pais que integrem a visão cristã de mundo e de vida em cada disciplina e em cada área da vida[1]. Todo assunto (seja matemática, história, política, civismo, geologia, biologia, agricultura etc.) deve ser ensinado a partir de uma perspectiva explicitamente cristã e fiel à Bíblia. A palavra de Deus define a ética, a família, o casamento, o Estado, o sentido da vida e tudo o mais. Deuteronômio 6:7 (e seguintes) pressupõe que não existe neutralidade nem esfera secular da vida fora da autoridade de Deus. Todo o processo de formação de um filho do Pacto deve ser “do Senhor”. Ele deve ser definido e regulado pelas Sagradas Escrituras, para a glória de Deus. Todo ensino, disciplina, educação e conhecimento devem convergir em inteira devoção e obediência a Jesus Cristo, assim como cada raio de luz converge para o sol.

É, evidentemente, uma violação do Primeiro Mandamento (“Não terás outros deuses diante de mim” – Êxodo 20:3) sustentar a posição de que o Estado humanista secular tem autoridade sobre a educação e, portanto, que Deus e Jesus Cristo não têm autoridade alguma. Tal posição não é estar a favor de Cristo, mas contra Ele (Mateus 12:30). Trata-se de uma recusa premeditada e deliberada de confessar Jesus Cristo diante dos homens (Mateus 10:32, 33). O sistema escolar estatal americano está ensinando, por preceito e exemplo, que Deus, Jesus Cristo e a Bíblia nada têm a ver com a educação. É ilegal orar a Deus, ler a Bíblia, confessar Jesus Cristo e ensinar os Dez Mandamentos como fonte de ética nas escolas públicas. Mas é legal e popular ensinar os direitos dos sodomitas, o aborto sob demanda, a perversão transgênero e o estatismo. A palavra de Deus, porém, diz que “o temor do Senhor é o princípio do conhecimento” (Provérbios 1:7); que as filosofias humanas não são segundo Cristo (Colossenses 2:8). Deus deu a Cristo “todo o poder no céu e na terra” (Mateus 28:18). Não há nenhuma área da vida que esteja fora de seu controle e domínio. As escolas públicas estão em aberta rebelião contra Jesus Cristo, pois rejeitam sua autoridade sobre a sala de aula.

Gordon Clark escreve: — “Como Deus julga o sistema escolar que lhe diz: — ‘Ó Deus, nós nem negamos, nem afirmamos a tua existência; e, ó Deus, nós nem obedecemos, nem desobedecemos aos teus mandamentos; somos estritamente neutros’? Que ninguém falhe em compreender o ponto: — O sistema escolar que ignora a Deus ensina seus alunos a ignorar a Deus; e isso não é neutralidade. É a pior forma de antagonismo, pois julga a Deus como irrelevante e sem importância nos assuntos humanos. Isto é ateísmo[2].

Sempre que os homens deixam de lado a palavra de Deus inspirada e infalível, eles a substituem por um elemento puramente humano. Em vez de verdades e ética transcendentais e eternas que vêm de Deus, obtemos alguma forma de autonomia humana. O surgimento do humanismo secular no Ocidente explica por que a ética moderna está em constante evolução e mudança. A ética agora é relativa à cultura e aos desejos das elites seculares e grupos de interesse em um dado momento. Práticas que, por quase dois mil anos, foram consideradas imorais, repugnantes, abomináveis e até ilegais, devido à influência positiva da Bíblia e do cristianismo na sociedade, são agora vistas como morais, virtuosas e socialmente positivas. O casamento heterossexual entre um homem e uma mulher deu lugar à fornicação legalizada, ao adultério (divórcio sem culpa), à homossexualidade, ao travestismo e à perversão transgênero. As coisas chegaram a tal ponto que homens e mulheres nem sequer são reconhecidos como tais. O ateísmo leva ao positivismo jurídico e à ideia de que as pessoas simplesmente criam sua própria ética. Essa autonomia humana resultou em pessoas criando ou definindo sua própria realidade. Se penso que sou uma mulher, então sou. Se uma mulher pensa que é um homem, então ela é um homem, e assim por diante. Todo esse relativismo radical e niilismo ateísta é ensinado hoje no sistema escolar público. No entanto, cristãos professos ainda colocam seus filhos em escolas estatais.

Se a ética não vem de Deus, então não existem direitos inalienáveis. A posição do humanismo secular é que a ética e os direitos provêm do Estado. Com o cristianismo bíblico, a Lei moral está acima da Suprema Corte e de todos os magistrados civis. Somente uma Lei moral transcendente, absoluta e imutável, que procede de um Deus infinito e pessoal, garante o verdadeiro Estado de Direito e a proteção contra um Estado messiânico e sedento de poder. Esquerdistas e democratas falam sobre o Estado de Direito, mas não creem realmente nele. Há apenas dez anos, a maioria dos democratas, inclusive Joe Biden e Barack Obama, era contra o casamento homossexual. Agora o promovem vigorosamente. Anos atrás, o vice-presidente Albert Arnold Gore Jr., mais conhecido como Al Gore, era contra o aborto, assim como muitos democratas. Há apenas setenta anos, praticamente toda a população do nosso país se opunha ao aborto. Como os liberais modernos não possuem um ponto de referência ético absoluto, eterno e imutável, eles simplesmente seguem o que é popular nos círculos acadêmicos liberais e esquerdistas. Os sumos sacerdotes de sua religião humanista, secular e satânica são os acadêmicos das universidades, que revestem suas ideias arbitrárias, relativistas e puramente positivas sobre ética (e sobre o que consideram ser o comportamento humano adequado) com um palavreado intelectual vazio. Eles são os falsos profetas ou sacerdotes de Moloque do Estado anticristão. Seus sacramentos são a perversão sexual e o aborto. São o equivalente moderno dos adoradores de Baal. Eles não adoram a Baal em busca de fertilidade, mas são narcisistas que adoram a si mesmos e aos prazeres hedonistas.

Os objetivos da educação cristã e do sistema escolar público ou estatal são radicalmente distintos no que diz respeito à concepção de sabedoria e disciplina. O objetivo da educação estatal (além de transformar todas as crianças em fiéis discípulos pró–sodomia, pró–aborto e pró–transgênero dos estatistas democratas) é a autoexaltação, a autodescoberta e a plena realização da autonomia e independência humana em relação a Deus. Isso se fundamenta na suposição de que as crianças nascem boas ou como uma tábula rasa, prontas para a autocriação e exaltação. Espera-se que cada um determine seu próprio propósito, significado e ética, separado de Deus, e viva audaciosamente nessa ilusão hedonista autoproclamada. Trata-se de uma fusão de ateísmo, narcisismo, hedonismo e subjetivismo radical. É por essa razão que a homossexualidade, a perversão transgênero, a imoralidade sexual e uma completa redefinição de homens, mulheres e da família são defendidas. Segundo os estatistas e progressistas humanistas seculares, a maneira correta de viver não é confiar em Cristo e obedecê-lo como Senhor, mas sim viver como se fosse o próprio deus, determinando por si mesmo o que é bom e mau, e até mesmo definindo a própria realidade. Essa idolatria radical e relativismo supostamente trariam vida, significado e felicidade. Em vez disso, resultam em niilismo, miséria, julgamento e morte.

A visão cristã da educação é ensinar, treinar e disciplinar as crianças com base na palavra de Deus, para que sejam progressivamente santificadas (ou seja, tornem-se mais santas, justas e eticamente separadas do sistema maligno do mundo ao longo do tempo) e, assim, adquiram a verdadeira sabedoria bíblica. Somente o sistema, a cosmovisão e a ética bíblicas (que só podem ser santificadoras se estiverem conectadas à fé em Jesus Cristo e à união com Ele em sua obra redentora) promovem a verdadeira prudência bíblica. As crianças cristãs aprendem discrição, discernimento, percepção e sabedoria prática ou, em termos modernos e coloquiais, “senso bíblico de realidade”. As crianças do Pacto são preparadas para uma vida de trabalho de domínio verdadeiramente satisfatório sob a liderança de Cristo. Sob a orientação bíblica de um pai cristão, as crianças devem desenvolver um caráter autenticamente cristão. Elas devem ser “formadas” em um sentido profundamente cristão. O propósito do ensino é “conhecer a sabedoria e a instrução, discernir as palavras de entendimento, acolher a instrução da sabedoria, da justiça, do juízo e da equidade; conceder prudência aos simples, e ao jovem, conhecimento e discernimento” (Provérbios 1:2 – 4).

Os cristãos são ensinados a estabelecer uma família cristã (casamento heterossexual e monogâmico) para exercer um domínio piedoso sobre a terra, para a glória de Deus. Tudo é centrado em Cristo, e assim as crianças são ensinadas a viver para Deus, não para si mesmas. O objetivo é imitar Jesus em sua natureza humana, e não seguir ateus, estatistas, feministas ou pervertidos sexuais. A educação deve ser plenamente bíblica e cristocêntrica.

Diferentemente do humanismo secular, que considera o homem intrinsecamente bom, a cosmovisão bíblica reconhece que o homem é caído, espiritualmente morto, culpado pelo pecado e depravado por natureza. Por essa razão, enfatiza-se a fé em Jesus Cristo e sua obra perfeita de redenção, bem como a disciplina bíblica, isto é, repreensão, admoestação, punição (como, por exemplo, palmadas) ou sanções baseadas na Lei moral de Deus ou na ética cristã. Crianças que não são disciplinadas de maneira cristã não aprendem autocontrole e comportamento bíblico adequado, que são necessários para funcionar em uma família cristã sólida e em uma sociedade que respeita a lei. Portanto, a educação bíblica nunca é apenas uma questão intelectual. Ela deve ser sempre acompanhada de repreensão verbal, correção, admoestação e, quando necessário, castigo físico. O fato de que as crianças precisam de admoestação pressupõe que elas violaram algum padrão ético e, portanto, precisam ser confrontadas verbalmente sobre comportamento ou discurso “inadequado”. Também pressupõe que o objetivo dessa admoestação ou correção é o reconhecimento do erro e uma mudança de comportamento na direção correta. Ou seja, deve haver arrependimento que leve a uma transformação na personalidade e no comportamento.

Esse ponto suscita algumas questões em relação às escolas públicas. Primeiro, as escolas públicas incluem a disciplina na educação da criança? Segundo, se as escolas públicas utilizam disciplina, qual é o seu padrão? É de conhecimento comum que a disciplina nas escolas públicas é muito frouxa e, em algumas escolas, é praticamente inexistente. Esse fato não surpreende por quatro razões. [1] – A palmada em crianças agora é considerada abuso infantil. [2] – O comportamento rebelde (especialmente em adolescentes) é visto como um aspecto normal e até benéfico do crescimento. [3] – As escolas estatais não estão realmente interessadas em incutir “valores antiquados” ou ética cristã, mas principalmente em produzir jovens adultos que amem o estatismo. Deve-se ter em mente que as escolas estatais são um estabelecimento religioso (o humanismo secular) e seu principal trabalho não é a educação, mas a promoção dessa religião. [4] – Muitos professores modernos de escolas públicas não veem o mau comportamento como um problema ético, mas como um sintoma do ambiente. Crianças hiperativas são medicadas com Ritalina[3] e, quando crianças e jovens adultos cometem crimes, frequentemente nos dizem que tais pessoas foram vítimas da sociedade. [5] – O padrão que as escolas públicas usam como base para a disciplina é um padrão falso, ímpio, satânico e mundano. Não há neutralidade na ética. As escolas públicas usarão disciplina contra aqueles que defendem a ética cristã (por exemplo, o casamento heterossexual monogâmico, o ensino da Bíblia e da natureza de que há apenas dois gêneros, masculino e feminino, estabelecidos no ventre e exibidos no nascimento; as pessoas devem ser julgadas unicamente com base em seu caráter e comportamento, não em raça ou cor da pele [sim, progressistas e democratas defendem o racismo]; as pessoas não devem ser julgadas ou colocadas em uma classe ou categoria com base no que outros fizeram há mais de cento e cinquenta anos). Além disso, os descendentes dos africanos negros que capturaram e venderam outros africanos negros como escravos também são obrigados a pagar reparações? Ademais, como alguém pode descobrir quais ancestrais foram culpados desse pecado específico? A Bíblia enfatiza a responsabilidade pessoal e não permite a transferência de culpa por comportamento perverso ou criminoso.

Quando os cristãos colocam seus filhos em uma escola pública, eles estão delegando sua autoridade parental a incrédulos que sustentam uma cosmovisão radicalmente antibíblica. Eles estão submetendo seus filhos a uma forma de admoestação satânica. Consequentemente, as crianças cristãs receberão repreensão, correção e castigo por comportamentos piedosos (por exemplo, iniciar grupos de oração, defender Cristo em sala de aula, testemunhar aos outros, falar a verdade sobre sexo antes do casamento e homossexualidade, alertar sobre falsas religiões etc.). E elas receberão elogios por discursos ímpios (por exemplo, discursos que aceitam e promovem a autonomia humana, o relativismo, o travestismo, a homossexualidade, o evolucionismo, o politeísmo, o racismo [como ações afirmativas], o multiculturalismo, o feminismo, o estatismo etc.). A admoestação satânica que as crianças recebem nas escolas públicas é projetada para promover uma mudança de personalidade e comportamento em uma direção explicitamente anticristã.

Além disso, mesmo que um professor ou administrador de uma escola pública discipline uma criança por algo verdadeiramente antiético (como mentir, roubar, xingar ou brigar), eles (por política estabelecida) não podem fornecer razões bíblicas para a disciplina, mas devem recorrer ao pragmatismo ou a algum conceito de lealdade à humanidade ou ao Estado. Dizer a uma criança “não minta porque você precisa ser um bom cidadão” ou “não roube porque isso viola a fraternidade humana” transmite algo muito diferente de dizer: — “não minta ou roube porque tal comportamento viola a Lei moral de Deus e o desagrada” ou “João, você sabe que a Bíblia diz que os mentirosos não entrarão no reino dos céus?”. A disciplina nas escolas públicas é aplicada em termos de utilidade para o Estado, e não em termos bíblicos de serviço e glorificação a Deus. O sistema escolar público proíbe estritamente que professores, administradores e alunos confessem Cristo, promovam a Lei bíblica ou defendam o senhorio de Jesus Cristo sobre todas as áreas da vida. Ele exige que todas as crianças e professores desobedeçam explicitamente o ensino do Apóstolo Paulo sobre a necessidade de aplicar a centralidade de Cristo a cada pensamento ao longo de todos os dias: — “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas; destruindo argumentos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo” (2 Coríntios 10:4, 5).

As escolas públicas negam a doutrina cristã da criação por Deus e permitem apenas que a macroevolução seja ensinada às crianças. A criação é uma doutrina bíblica fundamental, que constitui a base para a distinção entre Criador e criatura e para uma epistemologia bíblica (isto é, como o verdadeiro conhecimento é possível e acessível). Se o universo e os seres humanos são produto de tempo, mais matéria, mais acaso, então tudo está em constante fluxo. A ética e o sentido da vida são apenas um epifenômeno temporário de máquinas de carne evoluídas. O homem está em fluxo dentro de um universo em fluxo ou de pura contingência. A teoria macroevolucionária é o fundamento filosófico do ateísmo e do humanismo secular. Ela é a base epistemológica da ética relativista. O estatismo e a remoção da liberdade cristã dependem dela.

Se o homem evoluiu de lodo primordial, então não há razão real para a ética em absoluto. Ela é puramente arbitrária. Não passa de opiniões baseadas em sentimentos ou emoções. Esse ensino é a razão pela qual o nosso governo civil moderno crê que pode inventar leis do nada ou que juízes ou uma simples maioria podem decidir o que é certo e o que é errado. Essa visão é a forma pela qual mais de sessenta milhões de bebês não nascidos foram assassinados a sangue–frio nos Estados Unidos. É a forma pela qual a abominação da homossexualidade e do transgenerismo foi declarada boa e lícita. Seria correto para um pai cristão expor seu filho de sete ou oito anos a um ataque dogmático e organizado contra a doutrina fundamental da criação?

As escolas públicas ensinam que a ética está em constante evolução; que a sociedade ou a maioria determina o que é comportamento aceitável. A Bíblia ensina que a Lei moral se fundamenta na natureza de Deus e é imutável, absoluta e inegociável. As escolas públicas ensinam que o homem é basicamente bom e que muitos maus comportamentos resultam de má genética, de influências do ambiente ou de doenças (por exemplo, alcoolismo, dependência de drogas). A Bíblia ensina que o homem nasce com a culpa e a corrupção do pecado e que toda transgressão da Lei de Deus é maldade. As escolas públicas identificam muitas atividades malignas como permissíveis e até virtuosas (por exemplo, fornicação, homossexualidade, feitiçaria, idolatria, rebelião contra os pais etc.). Também condenam fortemente muitas doutrinas fundamentais do cristianismo, como a afirmação de Cristo de ser o único caminho para Deus, a visão bíblica da família e assim por diante. As escolas públicas não têm base realmente sólida para o ensino da ética. Somente a Bíblia fornece razões lógicas e seguras pelas quais enganar, roubar, estuprar, praticar a imoralidade sexual e assassinar são pecados. As escolas públicas defendem uma filosofia humanista secular, naturalista, pluralista, relativista e anticristã que contradiz as Escrituras em cada ponto fundamental. Os pais simplesmente não podem ser fiéis aos mandamentos bíblicos de incutir em seus filhos uma cosmovisão cristã se os enviarem para a cova satânica dos leões que é a educação pública. Todo pensamento deve ser levado cativo à obediência de Cristo, não à obediência do Estado pagão.

Enviar filhos cristãos a uma escola pública significa colocar os filhos do Pacto em um ambiente pagão, onde podem ser influenciados e corrompidos por incrédulos ímpios. O Apóstolo Paulo diz: — “[…] as más conversações corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33). A palavra (ὁμιλίαι–homiliai) traduzida como “conversações” (KJV[4]) ou “companhia” “significa um ajuntar, companheirismo. É o contato, associação com o mal, que é declarado ser corruptor[5]. É totalmente irresponsável enviar filhos do Pacto a uma sociedade de mestres ímpios e malfeitores. “A vida espiritual é abafada na atmosfera da sociedade carnal, e uma espécie de embriaguez rapidamente domina aquele que a frequenta[6]. As crianças são frequentemente muito ingênuas e suscetíveis à pressão dos colegas e à influência de pessoas em posições de autoridade (isto é, professores). Uma criança do Pacto em uma escola pública é atacada de todos os lados por doutrina demoníaca, disputas profanas, zombarias grosseiras, música satânica, exaltação da fornicação e da rebelião, ódio à autoridade legítima e toda sorte de tentações mortais. Quantos filhos do Pacto tiveram suas mentes poluídas e sua moral corrompida na escola pública? Tristemente, multidões!

Anos atrás, o Instituto Gallup realizou uma pesquisa entre evangélicos, e um de seus achados foi que as taxas de apostasia entre os filhos de evangélicos são alarmantes. Quando cristãos professos enviam seus filhos às escolas estatais de Moloque para serem doutrinados por propaganda anticristã durante toda a semana, cinco a seis horas por dia, não deveriam se surpreender quando seus filhos se tornam traidores de Cristo e do reino de Deus. O princípio do discipulado para toda a vida (Deuteronômio 6:7 e seguintes) foi cooptado pelo Estado secular e anticristão, enquanto os cristãos oferecem a seus filhos uma aula de quarenta e cinco minutos, superficial, medíocre e sem doutrina, na escola dominical. Podem os cristãos ser sal e luz para a nossa cultura quando seus filhos são educados por estatistas ímpios e esquerdistas, e quando seus colegas são hedonistas, perversos e insensatos cegos? Os pais cristãos precisam atentar às palavras de Provérbios: — “O justo é mais excelente do que o seu próximo, mas o caminho dos ímpios faz errar” (Provérbios 12:26). “O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído” (Provérbios 13:20). “Espinhos e laços há no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe dele” (Provérbios 22:5). “Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico, para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma” (Provérbios 22:24, 25). “Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles. Porque o seu coração medita a rapina, e os seus lábios falam a malícia” (Provérbios 24:1, 2).

Os pais cristãos nunca devem se esquecer de que as escolas públicas, por lei, são obrigadas a ensinar cada disciplina a partir de uma perspectiva autônoma e satânica. A cada hora de cada dia, os professores das escolas públicas despejam mentiras. Além disso, as escolas públicas são verdadeiras cloacas [chiqueiros] de imoralidade. As crianças nelas encontram um verdadeiro banquete de perversidades disponível a cada dia. Praticamente qualquer droga, qualquer forma de perversão sexual, toda forma de satanismo religioso, e assim por diante, está facilmente acessível. Os pais cristãos têm uma obrigação pactual de proteger seus filhos de um ambiente tão anticristão. Enviar os filhos a um centro de propaganda do ateísmo e do niilismo não é o procedimento correto, sábio ou amoroso. Mesmo quando adultos cristãos (espiritualmente maduros e preparados para a batalha) passam tempo entre os ímpios, devem fazê-lo em seus próprios termos, e não nos termos estabelecidos pelos ímpios. Hodge escreve: — “Somente quando os homens se associam com os ímpios com o desejo e o propósito de lhes fazer o bem é que podem confiar na proteção de Deus para preservá-los da contaminação[7].

Mesmo aqueles que não se tornaram apóstatas por terem frequentado a escola pública ainda podem ser influenciados pela exaltação do sistema maligno do mundo promovida por essas instituições e, assim, acabam sincretizados e comprometidos intelectual e moralmente. Eles também perderam a oportunidade superior de uma escola explicitamente cristã ou da educação no lar. Há muitos cristãos professos que foram parcialmente corrompidos e negativamente influenciados pela propaganda que receberam nas escolas estatais quando crianças. A influência do feminismo, do estatismo, da evolução, do relativismo ético, do existencialismo, do anti–intelectualismo e assim por diante está fortemente evidenciada em Igrejas cujas crianças frequentaram escolas públicas. Uma educação não cristã é uma má educação. Quando pais cristãos colocam seus filhos em escolas públicas, estão perdendo a única oportunidade de oferecer a seus próprios filhos uma boa educação cristã. Ninguém que leve a Bíblia a sério pode argumentar que uma educação sem Cristo, ou uma educação agnóstica/ateísta, seja uma boa educação. Do ponto de vista bíblico, isso é impossível.

Olhando para o que Deuteronômio 6:1 – 9 e outras passagens, como Efésios 6:4, ensinam, podemos ver que os pais são os responsáveis pela educação de seus filhos, não o Estado. Deus não autorizou o magistrado civil nem concedeu ao Estado a autoridade para estabelecer um sistema de escolas públicas financiado por impostos. Temos um sistema mantido por coerção estatal, em que pais estritamente cristãos são forçados a pagar os salários de ateus, estatistas democratas, sodomitas, feministas, insensatos que odeiam a Cristo, racistas convictos e socialistas dedicados. A aceitação, por parte de cristãos professos, do sistema de escolas públicas da América é uma adesão à doutrinação satânica e ao Estado messiânico anticristo. Os cristãos precisam aprender que Deus estabeleceu diferentes esferas pactuais de responsabilidade (isto é, a Igreja, o Estado e a família). O Estado não deve invadir a responsabilidade da família ou da Igreja. A essência do estatismo — ou, como Hillary coloca, “é preciso uma aldeia para criar uma criança” — é tornar o Estado, e não os pais, o senhor e formador de todas as crianças. Hitler disse: — “Dê-me seus filhos e eu controlarei o futuro”.

Devemos ter em mente que a Bíblia confere ao magistrado civil uma autoridade limitada sob Deus. Ao governo civil foi dada a tarefa de proteger a sociedade, aplicando sanções negativas contra o mal público. O magistrado civil é ministro de Deus “para castigar o que faz o mal” (Romanos 13:4). O governo civil tem pleno direito de arrecadar impostos para cumprir seu dever de proteção, aplicando sanções contra o mal. Contudo, não possui autorização bíblica para invadir as instituições pactuais ordenadas por Deus — a Igreja e a família — a menos que um crime (definido biblicamente) tenha sido cometido. Poucos cristãos professos argumentariam que o magistrado civil tem o direito de administrar os sacramentos ou exercer disciplina eclesiástica. Entretanto, a maioria dos cristãos professos não vê problema no Estado coletar impostos por meio de coerção para realizar algo que a Escritura declara explicitamente pertencer aos pais (Deuteronômio 6:4 – 9; Efésios 6:4). O Estado não possui maior legitimidade bíblica para arrecadar impostos destinados à educação pública do que para edificar templos budistas ou erigir santuários hindus. As únicas pessoas a quem Deus conferiu autoridade para instituir escolas para crianças são os pais. “A escola cristã, corretamente entendida, é uma extensão natural do lar cristão. Ela existe unicamente para complementar — e jamais substituir — a instrução dos pais no lar. Escola e família devem caminhar lado a lado na formação e educação da criança[8].

Quando o governo civil estabelece escolas públicas, ele se coloca como o pai de todas as crianças. Tal governo considera todos os filhos como propriedade do Estado. “Essa visão é fundamental para as filosofias da educação estatista. Ela se manifesta de forma especial em todas as formas de marxismo, tanto no socialismo nacional quanto no internacional. A criança é um recurso do Estado, a ser desenvolvido e utilizado para o bem-estar do próprio Estado[9]. Quando os pais colocam seus filhos em uma escola estatal, em essência estão apoiando a reivindicação messiânica do Estado de exercer jurisdição total sobre a família. Esses pais estão contribuindo para a religião de poder do Estado–Moloque. Eles também se tornam culpados de roubo contra o próximo, pois a tributação sem autorização divina é furto. Seus filhos estudam às custas do contribuinte. Muitos desses contribuintes são idosos, não têm filhos e vivem de rendas fixas. Beneficiar-se da coleta ilegal de impostos sobre a propriedade para sustentar escolas estatais é pecado. Se todos os cristãos professos retirassem seus filhos das escolas públicas, o sistema de ensino público entraria em colapso. Então, a maior instituição de controle estatista e de difusão da irreligião, do socialismo, do ateísmo e do niilismo seria encerrada. Por que os cristãos professos não assumem a dianteira no fechamento do sistema de escolas públicas? A resposta provavelmente está no amor ao “Mamom” (Mateus 6:24; Lucas 16:13). Quantos cristãos professos enviaram seus filhos diretamente para o inferno apenas para economizar dinheiro?

Lembrem-se também de que as crianças são muito mais suscetíveis à propaganda e à doutrinação do que os adultos maduros. Uma educação cristã adequada é concebida para ajudar os filhos do Pacto a resistirem aos argumentos intelectuais do mundo e às tentações da carne. Colocá-los na cova demoníaca da educação estatal produz exatamente o oposto: — expõe-os aos atrativos e às mentiras do mundo quando estão mais vulneráveis. Não presumam que sejam capazes de neutralizar todas as falsidades e absurdos antiéticos que as crianças aprendem nas escolas públicas. Mas como, perguntamos, poderão os pais cristãos combater ensinamentos dos quais, em grande parte, nem sequer têm consciência?O fato de muitos pais cristãos reconhecerem que seus filhos precisam ser “desprogramados [reorientados][10] ou “despaganizados[11] todos os dias após a escola é uma admissão tácita do perigo que as escolas públicas representam para os filhos cristãos. Jesus disse: — “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” (Mateus 26:41). As tentações virão, mas devemos fazer todo o possível para não entrar nelas. Quando você coloca seus filhos em uma escola estatal ateísta, com professores esquerdistas e satânicos e colegas pagãos, mundanos e hedonistas, está deliberadamente colocando-os em uma situação de tentação. Obedeça a Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, e diga não à educação pública.

A Bíblia ensina que a formação integral dos filhos do Pacto, incluindo educação e disciplina, é responsabilidade dos pais cristãos, em particular do pai. Isso abrange tanto a instrução formal quanto a informal. Uma cosmovisão bíblica deve permear toda a existência de uma criança do Pacto. As passagens bíblicas que tratam da educação e do treinamento dos filhos (por exemplo, Deuteronômio 6:6 – 9; Efésios 6:4) ensinam que uma educação explicitamente cristã é obrigatória. Não se trata de uma questão opcional ou de preferência. Esse ensino exige que os pais cristãos mantenham seus filhos do Pacto fora das escolas públicas. As escolas públicas devem ser evitadas pelas seguintes razões:

[1] – Não integram a fé cristã em todas as áreas da vida nem em cada disciplina acadêmica.

[2] – Violam o Primeiro Mandamento ao aderirem ao politeísmo político, ao humanismo secular e ao agnosticismo ou “ateísmo polido”.

[3] – Não promovem a obediência a Jesus Cristo e às suas leis, mas ao Estado pagão.

[4] – Corrompem a moral dos filhos do Pacto por meio de um ensino falso e perigoso, além do contato com um corpo estudantil ímpio.

[5] – Não possuem disciplina bíblica. Sua disciplina é frouxa e fundamentada em princípios anticristãos.

[6] – Violam o princípio bíblico que coloca a educação da criança nas mãos dos pais, e não do Estado.

[7] – Violam o Oitavo Mandamento, pois são financiadas por meio do roubo estatal.

As Igrejas devem ajudar os pais cristãos a serem fiéis aos imperativos das Escrituras quanto à criação de filhos. Os pais precisam ser instruídos com a verdade acerca de suas muitas responsabilidades, bem como receber treinamento e orientação. Ao implementar políticas bíblicas sobre a educação cristã, as Igrejas devem ter em mente que novos convertidos e a maioria dos cristãos professos foram influenciados por anos de propaganda estatista e por anos de instrução não bíblica dentro da própria comunidade evangélica nesse assunto. Portanto, quando uma Igreja se arrepende e começa a transição de ser uma congregação onde muitos, ou mesmo a maioria dos membros, ainda mantêm seus filhos em escolas públicas para tornar-se uma comunidade em que nenhuma criança mais frequenta escolas estatais, essa mudança deve ser realizada com ensino cuidadoso e com admoestação paciente e amorosa. Uma vez que um pai cristão fiel tenha compreensão sólida de todos os argumentos e questões bíblicas envolvidos no debate sobre a educação cristã, obedecerá de bom grado à palavra de Deus nessa área. Lembremo-nos das palavras de Paulo: — “Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Colossenses 2:8).

Paz e graça.

[1] Deuteronômio 6:1 – 9 declara: — “Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o Senhor vosso Deus para ensinar-vos, para que os cumprísseis na terra a que passais a possuir; para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e que teus dias sejam prolongados. Ouve, pois, ó Israel, e atenta em os guardares, para que bem te suceda, e muito te multipliques, como te disse o Senhor Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel. Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas”. O equivalente no Novo Testamento a este trecho é Efésios 6:4: — “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor”. Isso é reforçado por 1 Coríntios 10:31: — “Portanto, quer comais quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus”. Devemos conduzir a educação de nossos filhos de maneira que glorifique a Deus. Jesus Cristo deve ser o centro ou o eixo de todo o sistema educacional, não o Estado ou mesmo nossos desejos egoístas e pecaminosos. A educação da criança promove seu amor e obediência a Cristo, ou incentiva seu serviço e devoção a um Estado ateu ou pagão? A perspectiva cristã de mundo e vida deve ser estudada, discutida e aprendida ao longo do dia, sendo cuidadosa e intencionalmente integrada em cada tema da educação.

[2] Gordon H. Clark, A Christian Philosophy of Education (Jefferson, MD: The Trinity Foundation, 1988 [1946]), 73.

[3] A Ritalina é um medicamento estimulante do sistema nervoso central, cujo princípio ativo é o metilfenidato. É utilizada no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e de distúrbios de sono, como a narcolepsia — nota do tradutor.

[4] Optei pela versão Almeida Corrigida Fiel (ACF), uma vez que ela verte igualmente o termo por “conversações”, preservando assim a proximidade lexical com o original inglês — nota do tradutor.

[5] Charles Hodge, 1 and 2 Corinthians (Carlisle, PA: Banner of Truth, 1974 [1857, 59]), 240.

[6] Frederick Lewis Godet, Commentary on First Corinthians (Grand Rapids: Kregel, 1977 [1889]), 824.

[7] Charles Hodge, I and II Corinthians, 340.

[8] John M. Otis, “The Necessity for the Christian School” in Journal of Christian Reconstruction: Symposium on the Education of the Core Group (Vallecito, CA: Chalcedon, 1987), Vol. II, no. 2, 29.

[9] Rousas John Rushdoony, The Philosophy of the Christian Curriculum (Vallecito, CA: Ross House, 1985), 141 – 142.

[10] Libertos da programação ideológica — nota do tradutor.

[11] Libertos da influência pagã — nota do tradutor.

[12] Pr. Dr. Plínio Sousa — Tradutor: — notas e significações.