VOCÊ O CONHECE?

“Eu Sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim” – João 14:6.

Por Pr. Plínio Sousa.

O filósofo Nietzsche disse há um século uma famosa e ousadíssima frase: “Deus está morto”. Ele expressava o pensamento dos intelectuais da época, que acreditavam que a ciência resolveria todas as misérias humanas e, por fim, destruiria a fé. Provavelmente este intrépido filósofo achasse que um dia a procura por Deus seria apenas lembrada como objeto de museus e dos livros de história. Os filósofos ateus morreram e hoje são esquecidos ou pouco lembrados, mas aquele afetivo e simples carpinteiro continua cada vez mais vivo dentro dos homens. Nada conseguiu apagar a fogueira acendida pelo semeador da Galiléia. Depois que Gutenberg inventou as técnicas modernas de imprensa, o livro que o retrata, a Bíblia, se tornou invariavelmente o maior best-seller de todos os tempos. Todos os dias, milhões de pessoas lêem algo sobre Ele. O mestre de Nazaré parecia ter uma simplicidade frágil, mas a história demonstra que Ele sempre triunfou sobre aqueles que quiseram sepultá-lo. Aliás, o maior favor que alguém pode fazer a uma semente é sepultá-la, uma semente vive, floresce e produz fruto e vida com abundância; mas não enquanto não tiver sido lançada no solo e, passar pela “morte”.

“Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer; dá muito fruto” (João 12:24). O grão de trigo, o mistério da vida por meio da morte.

Jesus foi uma fagulha que nasceu entre os animais, cresceu numa região desprezada, foi silenciado pela cruz, mas incendiou a história humana. “Aquele que vive egoisticamente, preservando a sua vida para si mesmo, não pode produzir qualquer benefício, porque é uma semente que jamais foi plantada”. (Pr. Elias Croce).

Quem é Jesus Cristo? Você o conhece? Diferentemente da pergunta: “Deus existe?”, bem poucas pessoas perguntam se Jesus Cristo de fato existiu. Geralmente se aceita que Jesus foi de fato um homem que andou na terra, em Israel, há quase dois mil anos. O debate começa quando se analisa o assunto da completa identidade de Jesus. Quase todas as “grandes religiões” ensinam que Jesus foi um profeta, um bom mestre ou um homem piedoso. O problema é que a Bíblia nos diz que Jesus foi infinitamente mais do que um profeta, bom mestre ou homem piedoso, é diametralmente oposta a essa idéia.

“Certamente. Nem todos os caminhos levam a Roma”.

C. S. Lewis, em seu livro Mero Cristianismo, escreve o seguinte: “Tento aqui impedir que alguém diga a grande tolice que sempre dizem sobre Ele (Jesus Cristo), Estou pronto a aceitar Jesus como um grande mestre em moral, mas não aceito sua afirmação em ser Deus. Isto é exatamente a única coisa que não devemos dizer. Um homem que foi simplesmente homem, dizendo o tipo de coisa que Jesus disse, não seria um grande mestre em moral. Poderia ser um lunático, no mesmo nível de um que afirma ser um ovo pochê, ou mais, poderia ser o próprio Demônio dos Infernos. Você decide. Ou este homem foi, e é, o Filho de Deus, ou é então um louco, ou coisa pior. Você pode achar que Ele é tolo, pode cuspir nEle ou matá-lo como um demônio, ou você pode cair a seus pés e chamá-lo Senhor e Deus. Mas não vamos vir com aquela bobagem de que Ele foi um grande mestre aqui na terra. Ele não nos deixou esta opção em aberto. Ele não teve esta intenção”.

Então, quem Jesus afirmou ser? Segundo a Bíblia, quem foi Jesus Cristo? Primeiramente, vamos as palavras de Jesus em João 10:30: “Eu e o Pai somos um”. Em um primeiro momento, pode não parecer uma afirmação em ser Deus. Entretanto, veja a reação dos judeus perante Sua afirmação: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” – João 10:33. Os judeus compreenderam o que Jesus havia dito como uma afirmação em ser Deus. Nos versículos seguintes, Jesus jamais corrige os judeus dizendo: “Não afirmei ser Deus”. Isto indica que Jesus realmente estava dizendo, e afirmando que era Deus ao declarar: “Eu e o Pai somos um” – João 10:30. Outro exemplo é João 8:58, onde Jesus declarou: “Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, Eu Sou”. Mais uma vez, em resposta, os judeus tomaram pedras para atirar em Jesus (João 8:59).

Ao anunciar Sua identidade como “Eu sou”, Jesus fez uma aplicação direta do nome de Deus no Antigo Testamento (Êxodo 3:14). Por que os judeus, mais uma vez, se levantariam para apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que creram ser uma blasfêmia, ou seja, uma autoafirmação em ser Deus?

João 1:1 diz que “o Verbo era Deus” e João 1:14 diz que “o Verbo se fez carne”. Isto mostra claramente que Jesus é Deus em carne. Tomé, o discípulo, declarou a Jesus: “Senhor meu, e Deus meu! (João 20:28). Jesus não o corrige. O Apóstolo Paulo o descreve como: “Grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo” (Tito 2:13). O Apóstolo Pedro diz o mesmo: “Nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1:1). Deus o Pai também é testemunha da completa identidade de Jesus: “Mas, do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de equidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:8). No Antigo Testamento, as profecias a respeito de Cristo anunciam Sua divindade: “Porque um menino nos nasceu, um Filho se nos deu, e o principado está sobre os Seus ombros, e se chamará o Seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” – Isaías 9:6.

Então, como argumentou C. S. Lewis, crer que Jesus foi um bom mestre não é opção. Jesus claramente e inegavelmente se auto-afirma Deus. Se Ele não é Deus, então mente, consequentemente não sendo também profeta, bom mestre ou homem piedoso. Tentando explicar as palavras de Jesus, “estudiosos” modernos afirmam que o Jesus verdadeiramente histórico não disse muitas das coisas a Ele atribuídas pela Bíblia. Quem somos nós para mergulharmos em discussões com a Palavra de Deus no tocante ao que Jesus disse ou não disse? Como pode um “estudioso” que está dois mil anos afastado de Jesus, ter a percepção do que Jesus disse ou não, melhor do que aqueles que com o próprio Jesus viveram, serviram e aprenderam (João 14:26)?

Por que se faz tão importante a questão sobre a identidade verdadeira de Jesus? Por que importa se Jesus é ou não Deus? O motivo mais importante para que Jesus seja Deus é que se Ele não é Deus, Sua morte não teria sido suficiente para pagar a pena pelos pecados dos homens (1 João 2:2). Somente Deus poderia pagar tamanho preço (Romanos 5:8; 2 Coríntios 5:21). Jesus tinha que ser Deus para que pudesse pagar nossa dívida, e de fato Ele é Deus. Jesus tinha que ser homem para que pudesse morrer, e de fato Ele é homem. A salvação está disponível somente através da fé em Jesus Cristo. E todas as religiões que não estão sendo guiadas pela Palavra de Deus serão condenadas ao inferno. A natureza divina de Jesus é o motivo pelo qual Ele é o único caminho para salvação, não mais um caminho, o único caminho. A divindade de Jesus é o porquê de ter proclamado “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João 14:6).

Seja a Sua confissão de fé somente Jesus Cristo e a Sua Palavra como regra dessa fé. Como exemplo, não a Maria, apesar de que os verdadeiros cristãos tem respeito por tão admirável mulher, mas Ela não pode realizar milagres e nem interceder pela salvação dos homens. A escritura declara: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos, Jesus Cristo” – Atos 4:12.

Nem São Pedro e nem santo (ídolos) algum. “Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais” – 1 Coríntios 5:11 e “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” – 1 Coríntios 6:10. (cf. NOTA).

NOTA: Idolatria “εἰδωλολατρία eidōlolatria” é a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e Sua Palavra (Colossenses 3:5).

Nem a consulta aos mortos (Necromancia/Espiritismo) Levíticos 20:6 – 27 “Quaisquer mulher ou homem que evocar espíritos será punido de morte” e Gálatas 5:20 – 21 “Idolatrias, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus”. A palavra para feitiçaria no grego é “φαρμακεία – pharmakeia” que significa espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria, artes mágicas, frequentemente encontrado em conexão com a idolatria e estimulada por ela (Êxodo 7:11,22; 8:18; Apocalipse 9:21: 18:23), práticas abomináveis diante de Deus. Nem por nenhuma crença contrária a Escritura, credos pessoais, filosofias de vida, nem falsas religiões que separam o homem da instrução bíblica. A Bíblia é o único livro inspirado por Deus, e somente existe em sua mensagem a plenitude, inerrância, suficiência, infalibilidade, pois a Escritura afirma: “Toda escritura Divinamente inspirada é proveitosa para ensinar a verdade, condenar o erro, corrigir as faltas e ensinar a maneira certa de viver” – 2 Timóteo 3:16.

Nada pode conduzir a eternidade com Deus a não ser Cristo sendo a fonte de salvação e a Cruz sendo o meio da fé, e são as escrituras que testificam de Cristo e dessa mensagem de boas novas.

Fora das escrituras todas as crenças, religiões, filosofias humanistas e opiniões humanas passarão em um breve momento, e consequentemente condenará ao homem para suplício eterno, pois, desviam mentes da verdade acerca de todas as coisas. Mas a Palavra de Deus essa não passará, Ela permanecerá para sempre santificada e cumprida em nossos corações arrependidos e resgatados por essa tão maravilhosa graça imerecida. Ainda a tempo de se arrepender e buscar o verdadeiro conhecimento acerca de Jesus Cristo.

Jesus Cristo disse: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão” Mateus 24:35.

Certa vez perguntaram-me acerca de quem é Jesus, respondi:

Jesus Cristo, é a Palavra (o logos), é o caminho, não mais um caminho, o único caminho, é a verdade que encontra o homem, é a liberdade, a vida e a luz. É a verdadeira e apropriadamente manifestação de Deus, é Deus encarnado, é Deus no mais alto sentido da palavra, como parece dos nomes pelos quais Ele é chamado, Onipotente, como Jeová, Deus nosso, vosso, deles, e meu Deus, Deus conosco, o Deus poderoso, Rei, Senhor, Salvador, Redentor, conhecido entre o Seu povo como o Príncipe da Paz, e por Seus inimigos, o Senhor dos Exércitos e vingador, Deus sobre tudo, o Grande Deus, o Deus vivente, o Deus invisível, mas real, o verdadeiro Deus, não somente a vida eterna, mas a fonte, intercessor, mediador e demonstrador da graça, é a exteriorização da Trindade e Divindade, como Independente, no sentido de ser Deus, um Deus trino, a divindade Eterna, Imutável, Onipresente, Onisciente e Onipotente, e de suas obras toda a criação e providência, e seus milagres, a expressão do amor de Deus Pai e de seus perfeitos atributos, a obra de redenção, Ele é a redenção, é o homem perfeito, o único homem perfeito, é o perdão dos pecados, é o Sacrifício, é o Cordeiro de Deus Pai, é o amado e obediente Filho de Deus Pai, é o Cristo, o Messias, o ungido, é o Filho amado que se fez maldito, para que os malditos fossem amados, é o servo sofredor, o castigo que nos traz a Paz estava sobre Ele, é a ressurreição de Si mesmo e de outros da morte, é o homem vitorioso, é a administração do último julgamento, é justiça e o juízo, é a santa ira, é Deus sendo adorado, o Deus Santo. É a Santa Ceia. Orações a Ele, fé nEle, e a realização do batismo em nome dEle, pois, é Senhor, e Salvador de todo aquele que crer. “Por que dEle, e por Ele, e para Ele são todas as coisas, glória, pois, a Ele eternamente. Amém”.

“Pois em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade, e, por estarem nEle, que é o Cabeça de todo poder e autoridade, vocês receberam a plenitude” – Colossenses 2:9, 10 (cf. João 1:1).

Paz e graça.

Capa: Marcos Frade.

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Plinio Sousa

Plínio Sousa é fundador do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE, é Pastor Reformado, Bacharel em Teologia e Mestre em Teologia do N.T. Especializado em Interpretação Bíblica e em Teologia Sistemática; Professor de Grego; Métodos de Estudo Bíblico; EBD — Escola Bíblica Dominical; Teologia do Novo Testamento, Psicologia; Sociologia e Filosofia da Educação, atua como Diretor Geral e Professor do IRSE. É Psicólogo Cristão; Juiz de Paz Eclesiástico; (Autoridade Eclesiástica e Ministro de Confissão Religiosa, Conforme Decreto Lei 3.689/41, artigo 295 VIII §ª 4º); Capelão Cristão; Missionário; Palestrante e Escritor.

Apologista, autor de diversos artigos teológicos, de 04 (quatro) livros, atua como conteudista do Instituto Êxito de Teologia (SP), da WRF — World Reformed Fellowship (Comunidade Mundial Reformada) onde também é membro e do Santo Evangelho (Blogue do IRSE); também atua como co-editor do site Reformados 21. É membro da TDI — Sociedade Brasileira do Design Inteligente sob nº de registro 1057.

Adepto e muito abrangente com a defesa da Teologia Reformada e a herança Puritana. Acredita na inspiração verbal e plenária, na revelação proposicional, infalibilidade, inerrância, clareza e suficiência das Sagradas Escrituras. É Supralapsarianista, Calvinista, Aliancista [Teologia Pactual], Pedobatista, Amilenista, e Cessacionista –, rejeita a crença no livre–arbítrio, no apostolado contemporâneo e nos dons revelacionais. Quanto à liturgia, adota o Princípio Regulador do Culto –, como entenderam os Reformadores.
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