O SANGUE DE CRISTO

“Pois a vida da carne está no sangue, porquanto é o sangue que fará expiação pela alma” – Levítico 17:11.

Por Pr. Plínio Sousa.

O caminho para o santuário celestial é mediante a morte expiatória. Este é o significado funcional de Mediador da nova aliança. Isto é verdade porque a morte interveio, a morte de Jesus Cristo sobre a cruz. Uma transação foi efetuada ali a qual satisfaz inteiramente todas as exigências redentoras, e isto resulta em perdão e eterna herança. Esta nova aliança pode ser considerada como um testamento selado com a morte daquele que o fez. Nos tempos do Antigo Testamento o sangue do sacrifício animal selava uma aliança entre os pactuantes. A morte de Cristo selou a nova aliança (“da nova aliança” – της καινης διαθηκης – tês kainês diathêkês). Acrescentou-se aqui um argumento para fortalecer o fato sob consideração. A ênfase foi posta sobre testamento (διαθηκη – diathêkê) selado pelo Sangue e pelo derramamento de Sangue. Este é o único caminho no qual uma aliança pode entrar em vigor. E esta é uma aliança melhor. Neste artigo veremos o ponto alto, que a morte de Cristo foi necessária. A morte continuamente se faz necessária, para que assim se tenha verdadeiramente vida, seja na terra (“Eu Sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, mesmo que morra, viverá – João 11:25; cf. João 5:1; Romanos 5:17 – 19), seja para o céu (Temos certeza de que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos, da mesma forma nos ressuscitará com Ele e nos apresentará convosco – 2 Coríntios 4:14; cf. Romanos 8:11; 1 Coríntios 15:20 – 26, 43 – 57; Filipenses 3:10, 20, 21; 1 Tessalonicenses 4:14; Apocalipse 20:5; Apocalipse 21:4). Cristo nos ensinou – O grão de trigo, o mistério da vida por meio da morte. “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer; dá muito fruto” – João 12:24.

Você sabe o que significa o sangue de Cristo? A frase “sangue de Cristo” é usada várias vezes no Novo Testamento e é a expressão da morte sacrificial e expiatória de Jesus em nosso favor, de forma substitutiva. As referências ao sangue do Salvador incluem a realidade de que Ele literalmente sangrou na cruz, mas mais significativamente que sangrou e morreu pelos pecadores. O sangue de Cristo tem o poder de expiar por um número infinito de pecados cometidos por um número infinito de pessoas ao longo dos tempos, e todos cuja fé repousa nesse sangue serão salvos.

A realidade do sangue de Cristo como meio de expiação do pecado tem a sua origem na Lei Mosaica. Uma vez por ano, o sacerdote devia fazer uma oferenda de sangue de animais no altar do templo pelos pecados do povo. “De fato, segundo a Lei, quase todas as coisas são purificadas com sangue, e sem derramamento de sangue não há perdão” – Hebreus 9:22.

(v.22) Ao valer-se ao termo “quase”, o autor parece indicar que algumas coisas eram purificadas de outra forma.

Indubitavelmente, frequentemente costumavam lavar-se, bem como outras coisas, como água, mas nem mesmo a água derivava dos sacrifícios seu poder de purificar, de modo que o apóstolo está certo quando diz, afinal, que sem sangue não havia remissão.

Atribuía-se impureza, até que a mesma fosse expiada por meio do sangue. Como não existe pureza nem salvação fora de Cristo, assim também sem sangue nada podia ser nem puro nem salvo, visto que Cristo nunca pode ser separado do sacrifício de sua morte. Tudo o que o apóstolo pretendia dizer é que quase sempre se fazia uso desse símbolo. Mas se alguma vez a purificação não ocorresse, o problema não estava no sangue, visto que todos os ritos, de alguma forma, derivavam sua eficácia da expiação geral. O povo não era aspergido individualmente (como seria possível que uma pequena porção de sangue fosse suficiente para tão grande número?), não obstante a purificação se estendia a todos. O termo “quase” tem a função de expressar que frequentemente se praticava essa cerimônia, que raramente a omitiam nos casos de purificação. É estranho ao propósito do apóstolo o conceito de Crisóstomo, de que se denota aqui, uma inadequação, visto que essas não passavam de meras figuras.

Sem efusão de sangue não pode haver expiação do pecado, era de fato um princípio hebraico bem conhecido e estabelecido definitivamente. Assim, pois, o autor retrocede na inauguração da primeira aliança sob Moisés na ocasião em que o povo tinha aceito a Lei como condição de sua especial relação com Deus. Ali nos diz como se fez o sacrifício e como Moisés “tomou metade do sangue e o pôs em bacias; e a outra metade aspergiu sobre o altar”. E depois que leu o livro da Lei e o povo deu a entender sua aceitação “tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras” (Êxodo 24:1 – 8).

É muito certo que a memória do autor não foi inteiramente fiel nesta evocação. Introduz bezerros, bodes, escarlate e hissopo que provêm do ritual do dia da expiação porque este dia estava tão gravado em sua mente. Fala da aspersão de um tabernáculo que naquela época ainda não tinha sido construído; mas novamente é o tabernáculo aquele que está tão gravado em sua mente. A idéia básica sublinha que não pode ocorrer purificação alguma, que não se pode ratificar uma aliança sem aspersão de sangue. Por que deve ser assim, não sabe e não lhe é perguntado. A Escritura diz que é assim e isto lhe basta para sua argumentação. A razão provável é que na estimativa do hebreu o sangue é a vida e esta é a coisa mais preciosa do mundo. O homem deve oferecer a Deus a coisa mais preciosa da vida.

A conclusão geral sobre este tema é que, de acordo com a lei, quase todas as coisas (…) se purificam com sangue. A palavra “quase” (Schedon – σχεδὸν) qualifica a declaração inteira e tem o significado de “quase se pode dizer” como se fosse uma declaração geral que se aplicava na maioria dos casos. Alguns ritos judaicos de purificação eram feitos através da água ou através do fogo, mas os mais significantes eram através de sacrifícios que envolviam o derramamento do sangue de uma vítima. Vale notar que as palavras “com sangue” (tō haimati – τῷ αἵματι) podem ser traduzidas “em sangue”, como a esfera em que a purificação é feita. Todas as coisas (panta – πάντα), embora traduza uma palavra neutra, visa incluir as pessoas bem como os objetos, os sacerdotes e a congregação igualmente. A declaração final aqui — sem derramamento de sangue não há remissão – é baseada na declaração de Levítico 17:11. Resume o propósito dos sacrifícios com sangue de acordo com a Lei. O derramamento de sangue indica a morte do animal e o derramamento cerimonial do seu sangue subentende mais do que a doação da vida. Sua eficácia reside na aplicação do sangue. Desta maneira, o escritor está edificando uma explicação da necessidade da morte de Cristo. Deve ser notado que Levítico 5:1 faz uma exceção no caso de extrema pobreza, quando, então, uma décima parte de uma efa de farinha fina é aceita como oferta pelo pecado. Mas esta é uma concessão e não anula o princípio que ainda está ali na intenção. Podemos entender perfeitamente essa exceção como a misericórdia de Deus, hoje manifestada pelo Sangue de Cristo que continuamente purifica-nos de toda a nossa pobreza moral, e alimenta-nos para vida, pela medida de farinha (o trigo que foi moído) o pão da vida que foi partido (o Sacrifício de Cristo) por nós em oferta, pois verdadeiramente Cristo é comida e bebida.

“Eu sou o pão da vida (…). Pois a minha carne é verdadeira comida, e meu sangue é verdadeira bebida” – João 6:48, 55.

Entretanto, esta era uma oferta de sangue limitada em sua eficácia, por isso tinha que ser oferecida repetidamente. Este foi o prenúncio do sacrifício a ser oferecido de “uma vez por todas” por Jesus na cruz Hebreus 7:27. Uma vez que o sacrifício foi feito, não havia mais a necessidade do sangue de touros e cabras.

Aqui o autor pensa ainda na suprema eficácia do sacrifício de Jesus, e começa com um vôo de pensamento que até para um escritor tão aventureiro como ele é surpreendente. Lembremos novamente seu pensamento básico. O culto deste mundo é uma pálida cópia do culto real. Neste mundo há um culto que pode brindar ao homem uma sombra da verdadeira comunhão com Deus; no mundo vindouro há um culto pelo qual o homem conhecerá realmente a Deus. Agora, o autor diz que neste mundo os sacrifícios levíticos estavam destinados a purificar os meios de culto. Por exemplo, os sacrifícios do Dia da Expiação purificavam o tabernáculo, o altar, o lugar santo; e agora ele continua dizendo que a obra de Cristo purifica não só a Terra, mas também o céu. Tem a tremenda idéia de que a obra de Cristo tem efeito tanto no céu como na Terra. Tem-se o quadro de uma espécie de redenção cósmica que purificou todo o universo visível e invisível.

Continua sublinhando de novo o modo em que a obra e o sacrifício de Cristo são supremos.

(1) Jesus não entrou num lugar santo humano, feito pelo homem; entrou na presença de Deus no céu. O que Jesus nos concede não é a entrada numa igreja, mas sim a entrada à presença de Deus. Temos que pensar no cristianismo não em termos de sermos membros da Igreja, mas em termos de uma íntima comunhão com Deus.

(2) Cristo entrou na presença de Deus não por si mesmo, mas por nós. Sua entrada na presença de Deus não foi para sua glória e exaltação, senão para nos abrir o caminho; para estar na própria presença de Deus e defender nossa causa. Em Cristo existe o maior paradoxo do mundo: a da maior glória e a do maior serviço ao mesmo tempo; a de alguém por quem o mundo existe e que existe para o mundo; a do Rei eterno e do eterno Servo.

(3) O sacrifício de Cristo se fez e não precisa ser realizado de novo. O ritual do Dia da Expiação devia repetir-se anualmente fazendo-se expiação pelo que bloqueava o caminho a Deus. Mas o sacrifício de Cristo jamais precisa ser repetido. O caminho a Deus fica aberto para sempre e jamais pode ser fechado de novo. Os homens são sempre pecadores e o serão, mas isto não significa que Cristo deva continuar oferecendo-se a si mesmo indefinidamente. O caminho está aberto de uma vez para sempre. Podemos sobre este ponto traçar uma pálida analogia. Há coisas que só precisam ser feitas uma só vez, e um novo caminho que nunca tem que ser fechado, permanece aberto para sempre.

Tomemos o caso da técnica cirúrgica. Durante muito tempo muitas operações cirúrgicas foram impossíveis; certo dia algum cirurgião encontrou o modo de salvar as dificuldades. Desde esse momento o caminho está aberto a todos os cirurgiões; a mesma cura está ao alcance de todos os que padecem da enfermidade. De uma vez para sempre o caminho está aberto. Podemos também expressá-lo de outra maneira: Ao que Cristo fez em favor dos homens pecadores para abrir e manter aberto o caminho ao amor de Deus ninguém jamais precisará acrescentar nada.

Finalmente o autor traça um paralelo entre a vida do homem e a vida de Cristo.

(1) O homem morre e logo vem o juízo. Agora, para o grego isto constituía em si um sobressalto. Em geral o grego pensava que o homem morria e assim chegava a seu fim

“Uma vez que a terra bebe o sangue do homem”, dizia Esquilo, “morre de uma vez para sempre e não há ressurreição”.

Eurípides diz: “Não pode ser que o morto vá à luz”. “Porque a única perda é esta: que nunca o mortal volta a provar de novo; jamais a vida do homem apesar da riqueza pode ser ganha de novo”.

Como Homero faz Aquiles dizer quando chega ao mundo das sombras: “Prefiro viver sobre a Terra como um assalariado, como um homem sem terra, de escassos meios de vida, que tendo domínio sobre todos os mortos que não existem mais”.

 Um singelo epitáfio grego diz:

 “Adeus, tumba de Melite! Aqui jaz a melhor das mulheres, que amou a seu amante marido Onésimo; você foi a mais excelente, por isso ele sente saudades depois de sua morte; porque foi a melhor das esposas. Adeus também a você, mui querido esposo, somente ama a meus filhos”.

Como G. Lowes Dickinson percebe, no grego, frente à morte a primeira e a última palavra deste epitáfio é “Adeus!” A morte era o fim. Quando Tácito paga tributo com uma biografia ao grande Agrícola só pode terminar com um “se”.

“Se houver uma morada para os espíritos dos justos; se, como dizem os sábios, as almas não perecem com o corpo, que descanse em paz”.

“Se” for à única palavra. Marco Aurélio pode dizer que quando um homem morre e sua centelha volta a perder-se em Deus tudo o que fica é “pó, cinzas, ossos e fedor”. O significativo desta passagem de Hebreus é a convicção básica de que o homem ressuscitará; esta é parte da certeza do credo cristão; e a advertência básica é que ressuscita para o juízo.

(2) Com Cristo é diferente — Cristo morre, ressuscita e volta; vem não para ser julgado, senão para julgar. A Igreja primitiva jamais esqueceu a esperança na segunda vinda. Vibrava através de sua fé. Mas devemos notar algo: para o não crente tratava-se de um dia de espanto, como o expressa Enoque quando fala do dia do Senhor escrevendo antes da vinda de Cristo: “Para todos vós que sois pecadores não há salvação, mas sim sobre todos vós sobrevirá. a destruição e a maldição”. De algum modo terá que vir a consumação. Se neste dia Cristo vier como amigo, então só pode tratar-se de um dia de glória; se vier como um estranho ou como alguém a quem consideramos inimigo, só poderá tratar-se de um dia de juízo. O homem pode olhar o fim das coisas com alvoroçada expectativa ou com um terror assustador. O que faz a diferença é a relação do coração com Cristo.

O sangue de Cristo é à base da Nova Aliança. Na noite antes de ir para a cruz, Jesus ofereceu o cálice de vinho aos discípulos e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês” – Lucas 22:20. Derramar o vinho na taça simbolizava o sangue de Cristo que seria derramado por todos os que chegariam a crer nEle. Quando derramou o Seu sangue na cruz, Jesus acabou com a exigência da Antiga Aliança para o contínuo sacrifício de animais. Isso se deu ao fato de que esse sangue não era suficiente para cobrir os pecados do povo, exceto em caráter temporário, transitório porque o pecado contra um Deus Santo e infinito requer um sacrifício Santo e infinito. “Contudo, esses sacrifícios são uma recordação anual dos pecados, pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados” Hebreus 10:3, 4. Embora o sangue de touros e cabras tenha sido um lembrete do pecado, o precioso sangue de Cristo, um cordeiro sem mancha ou defeito (1 Pedro 1:19) pagou por completo a dívida que devíamos a Deus pelos nossos pecados, pela nossa rebelião e não precisamos de nenhum outro sacrifício pelo pecado. Jesus disse: “Tudo está consumado” quando estava morrendo e foi exatamente isso o que quis dizer, que todo o trabalho de resgate foi concluído para sempre, “ele entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção” por nós (cf. Hebreus 9:12). (cf. NOTA).

NOTA: Westcott estabelece quatro modos nos quais o sacrifício de Jesus difere dos sacrifícios de animais do antigo pacto.

(1) O sacrifício de Jesus é voluntário. Um animal morre porque tem que morrer; Jesus escolheu a morte. O animal lhe é tirado à vida; Jesus deu sua vida. O sacrifício de Jesus não foi uma exigência forçada, mas sim entregou voluntariamente a vida por seus amigos.

(2) O sacrifício de Jesus foi espontâneo. O sacrifício de um animal fazia-se de acordo com as prescrições e ordenanças da Lei, era inteiramente produto da Lei; o sacrifício de Jesus é inteiramente produto do amor. Pagamos a dívida a um comerciante porque devemos fazê-lo, mas damos um presente aos que amamos porque desejamos fazê-lo. Não é a Lei, mas sim o amor o que está por trás do sacrifício de Jesus.

(3) O sacrifício de Jesus foi racional. A vítima animal não sabia o que sucedia ou o que se fazia, não pensava nem raciocinava. Jesus sabia todo o tempo o que estava fazendo. Morreu não como vítima ignorante apanhada por circunstâncias que não controla nem entende, mas com os olhos abertos sabendo de onde vinha, aonde ia e o que estava fazendo.

(4) O sacrifício de Jesus foi moral. O sacrifício de animais era mecânico: o ritual era levado a cabo de acordo com a norma estabelecida. As engrenagens das prescrições moíam sua rotina. O sacrifício de Jesus se fez como o expressa o autor, mediante o espírito eterno. Não foi um mecanismo legal o que operou no sacrifício de Jesus, mas sim o Espírito de Deus. O que aconteceu no Calvário não foi o cumprimento automático de algum ritual, mas sim porque a vontade de Jesus obedecia à vontade divina em favor dos homens, atrás dEle não estava o mecanismo da Lei, mas sim a decisão do amor.

“O sangue de Cristo não somente redime os crentes do pecado e do castigo eterno, mas purifica a consciência de atos que levam à morte, de modo que todos possam servir de forma temente ao Deus vivo”. (Hebreus 9:14).

Isto significa que não só estamos agora livres de oferecer sacrifícios que são “inúteis” para obter a salvação, mas somos livres de confiar em obras inúteis e improdutivas da carne para agradar a Deus. Porque o sangue de Cristo nos redimiu, somos agora novas criaturas em Cristo (2 Coríntios 5:17) e pelo Seu sangue somos libertos do pecado para servir ao Deus vivo, para glorificá-lo e desfrutá-lo para sempre.

Em João 19:34, 35 Um dos soldados perfurou seu lado com uma lança, e imediatamente saiu sangue e água. Isto foi evidenciado por aquele que viu o ocorrido. Apocalipse 5:9 “Com seu sangue compraste homens para Deus”.

Qual é o seu preço? Pensemos por um momento. A parábola sobre carros.

Se eu colocar um carro a venda, achar que ele vale sete mil reais e receber ofertas de dois mil a nove mil reais, quanto vale meu carro?

O preço da menor oferta de dois mil reais? Não. Num mercado livre, o carro vale não o valor que à pessoa oferece, mas o quanto que esta pessoa está disposta a pagar. Ou seja, o valor que a pessoa oferece ao carro, e o compra, é o valor do carro.

As pessoas são “comercializadas” em um mercado espiritual e eterno. Nós não valemos o que achamos que valemos e também não temos o valor da menor oferta. Nós valemos o quanto à pessoa que oferece mais alto quer pagar. Deus é quem ofereceu o “preço” mais alto, e o “preço” da etiqueta é a Cruz. Deus olhou através das eras eternas e disse, “Eu quero aquele lá, mesmo que o preço seja exorbitante!” Nosso valor é estabelecido de uma vez por todas e nunca mudará nem diminuirá. Deus apresentou a melhor oferta e pagou o “preço” mais alto. E o que deixa esse preço exorbitante em relação ao “produto”, é que os “produtos” (os homens) são todos defeituosos fadados à destruição, e sem nenhum valor. É como se comprássemos uma dúzia de banana apodrecida no valor de um milhão de reais. Mas esse foi o nosso preço. A cruz não é um símbolo de quanto somos valiosos, mas de quanto somos depravados, maus e carentes da glória de Deus, pois custou a vida do único Filho de Deus. Jesus o Cristo.

Mateus 10:29, 30 “Não se vendem dois pardais por uma moedinha? Contudo, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do Pai de vocês. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Então, não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais!”. 1 Pedro 1:18, 19 “Mas vocês tem que ver que vocês foram resgatados do jeito fútil do seu viver, passado através de suas tradições, não com pagamento em dinheiro desse mundo. Não, o preço na verdade foi o sangue de Cristo, o cordeiro sacrificial, sem defeito e sem mancha”.

“Vocês foram redimidos por um preço tremendo” – 1 Coríntios 7:23.

Fomos vendidos! “Redenção” é uma palavra tomada do mercado de escravos, a idéia básica é a de se obter liberdade através do pagamento de um resgate. Isso é suficiente a você?

João 19:30 “Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito”.

Nos comentários Bíblicos, “Tetelestai” é a palavra grega usada para a frase “está consumado”. Recibos de impostos em papiro foram encontrados com a palavra grega “Tetelestai” escrita neles, o que significa “liquidado”. (…) e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz (…). Colossenses 2:14.

Nós somos possessão de Deus, Imagine-se vestindo uma camiseta na qual está escrito bem grande e em vermelho: “Vendido. Desculpe-nos, não estamos aceitando mais ofertas!”. Vendido para aquele que pagou mais, assim somos nós, não podemos baratear nossa fé nem nossa vida cristã por esse mercado da fé que se encontra no seio da igreja, fomos comprados por um preço exorbitante, extravagante e infinitamente superior a tudo, e todos do universo de nossa esfera, que nenhuma, de todas as ofertas desse mundo pode comprar-nos.

 “Aquele que nos ama, que nos libertou de nossos pecados pelo preço de Seu sangue” – Apocalipse 1:5.

Já que Jesus nos comprou com Seu sangue, devemos perceber que na realidade não temos controle sobre a nossa vida. Fomos comprados, e estamos agora sob o Senhorio de nosso novo Mestre. Você não pode servir a outros mestres somente aquele ao qual lhe comprou, entende? (1 Coríntios 7:23; Mateus 6:24; cf. Gálatas 1:10; 1 Timóteo 6:17; 1 João 2:15).

1 Coríntios 6:19 – 20 “Vocês não são donos de seus próprios corpos”. E em outras traduções “Vocês não são de si mesmos; vocês foram comprados por alto preço”, “Vós não sois propriedades de si mesmos; fostes comprados e pagos”.

E porque fomos comprados? 1 Coríntios 6:18 – 20 “Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o fornicador peca contra seu próprio corpo. Vocês não sabem que seu corpo é o templo do Espírito Santo, e que o Espírito é o dom de Deus para vocês? Vocês não pertencem a si mesmos; foram comprados por um preço. Portanto, honrem Deus em seu corpo”. (…) que se entregou por nós a fim de nos remir de toda maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras – Tito 2:14. (cf. Efésios 1:4 – 6; 2 Timóteo 1:9, 10; Tiago 2:17, 20 – 23).

Apocalipse 5:9 – 10 “E eles cantavam um cântico novo: Tu és digno de receber o rolo e de abrir os seus selos, pois foste morto, e com teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. Tu os constituíste reino e sacerdotes para o nosso Deus, e eles reinarão sobre a terra”. Efésios 1:13, 14 (…) Nele, quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados com o Espírito Santo da promessa. Ele é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória.

Apocalipse 12:11 declara: “Nossos irmãos ganharam vitória sobre Satanás por causa do sangue do Cordeiro, e pela verdade que proclamaram; e eles estavam dispostos a entregar suas vidas e morrer”. Romanos 14:8 “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor”. Filipenses 1:29 “Porque a vós vos foi concedido, em relação a Cristo, não somente crer nEle, como também padecer por Ele”. Você entende porque foi comprado? Não é mais para viver seus desejos, mas para viver a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:1, 2).

Já que Deus nos comprou pelo sangue precioso de Cristo, Somos escravos de Deus? Uma frase responde essa pergunta: Eu pertenço a Jesus. Ele tem que ter o direito de me usar sem me consultar. Se Cristo nos comprou Ele tem o direito de nos usar da maneira que quiser, isso é muito difícil da mente entender e processar, pois, são muitos os cristãos que reclamam dos desígnios de Deus, mas pense um pouco! Se comprarmos algo, usaremos da maneira que queremos, para Deus não pode ser diferente.

Romanos 6:20 – 22 “Porque, quando éreis escravos do pecado, estáveis isentos em relação à justiça. Naquele tempo que resultados colhestes? Somente as coisas de que agora vos envergonhais; porque o fim delas é morte. Agora, porém, libertados do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim a vida eterna; porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor”.

Romanos 6:23 declara: “O pecado paga seus servos: o salário é a morte. Mas Deus dá àqueles que o servem, seu dom gratuito é a vida eterna através de Jesus Cristo nosso Senhor”. Nós somos escravos que receberemos uma grande recompensa de nosso Senhor, não é incrível o que Cristo fez por nós, pagou nossa dívida e ainda nos dará a maior das recompensas, a vida eterna!

Lembre-se sempre do preço, nunca esqueça. (…) sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o apresentou como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo Seu sangue (…). Romanos 3:24, 25.  Por isso não podemos fazer da fé algo de caráter comercial, ou imoral, como muitos fazem com, e pelo nome de Cristo. Não seja participante de movimentos que não proclamem o Cristo crucificado, sua morte, ressurreição e ascensão. Não podemos fazer parte de movimentos que não combatam o pecado, não bradem a justiça e o juízo de Deus. A Igreja de Cristo deve ser combatente e vigilante, em muitas das igrejas que se dizem de Cristo, existe o espírito idólatra de Judas Iscariotes, que certamente é regido por Satanás (o espírito imundo do anticristo; cf. 1 João 2:18 – 25; 1 João 4:1 – 6). Judas Iscariotes foi o primeiro dos discípulos a ver Cristo como uma fonte de lucro. Hoje temos muitos outros dispostos a fazer o mesmo (Lucas 22:3 – 6), e a justiça de Deus se manifestará, a Santa ira de Deus será derramada, e administração do último julgamento será por Ele, Jesus redentor e juiz dos vivos e mortos (Atos 10:42, 43). Que Judas seja o nosso maior exemplo para não entrarmos nesse evangelicalismo contemporâneo, e assim tremermos diante de Deus, nosso Pai e Senhor em obediência, e consequentemente em santificação, separados do mundo e para Deus.

Colossenses 1:14 diz (…) foi Ele que comprou nossa liberdade com Seu sangue e perdoou nossos pecados. E não objetos sagrados, dízimos, livros, títulos acadêmicos e outras coisas, Jesus Cristo é a fonte de todas as maravilhas e bênçãos que rebemos pelo Pai por meio de Seus méritos infinitos. Somos salvos pela graça, e abençoados pela graça (Efésios 2:5, 8, 15 – 22; cf. Marcos 11:22 – 24).

Atos 2:28 diz: “E agora, cuidado! Alimentem e pastoreiem o rebanho de Deus, a igreja, que foi comprada com Seu sangue, pois, o Espírito Santo os considera responsáveis como pastores”. O apóstolo Paulo escrevendo aos Efésios 1:7 diz: “Nele temos a redenção por meio de Seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus”. O autor aos Hebreus 10:29 também escreve: “Então, o que acontecerá com os que desprezam o Filho de Deus, e consideram como coisa sem valor o sangue do acordo de Deus, que os purificou? E o que acontecerá com quem insulta o Espírito do Deus que o ama? Imaginem como será pior ainda o castigo que essa pessoa vai merecer!”.

Somos protegidos pelo sangue? Sim!

Êxodo 12:7, 12, 13 declara: “Tomarão do sangue e o porão em ambos os umbrais, e na verga da porta, nas casas em que o comerem (…). Porque naquela noite passarei pela terra do Egito, e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos, desde os homens até os animais; executarei juízo sobre todos os deuses do Egito: Eu sou o Senhor. O sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes: vendo eu sangue, passarei por vós, e não haverá entre vós praga destruidora, quando eu ferir a terra do Egito”.

O apóstolo Paulo ratifica em Romanos 5:9 “Logo muito mais agora, sendo justificados pelo Seu sangue, seremos por Ele salvos da ira”.

Fomos comprados em termos de que contrato? Um novo contrato, acordo ou pacto nos “redime” de nosso mestre anterior, de nosso contrato anterior “a Lei e o pecado”, somos livres desse contrato que foi ab-rogado por ser fraco antiquado, velho e inútil. Caducado. (Hebreus 7:18; 8:13; cf. 1 Coríntios 11:23 – 25).

Êxodo 24:8 “Então tomou Moisés aquele sangue e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras”. Jeremias 31:31, 34 “Eis ai vem dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel (…). Pois perdoarei as suas iniquidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei”. Isaías 53:5 (…) Ele foi transpassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. O apóstolo Pedro continua: 1 Pedro 2:24, 25 “Ele mesmo levou em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por Suas feridas vocês foram curados. Pois vocês eram como ovelhas desgarradas, mas agora se converteram ao Pastor e Bispo de suas almas”.

Hebreus 8:13 declara: “Chamando nova esta aliança, Ele tornou antiquada a primeira; e o que se torna antiquado e envelhecido, está a ponto de desaparecer”.

 “O amado Filho se fez maldito, para que os malditos fossem amados”.

O sangue purificador, Hebreus 9:15 – 22 declara: “Cristo é, consequentemente, o administrador de um acordo totalmente novo, tendo o poder, pela virtude da Sua morte, para redimir as transgressões cometidas sob o primeiro acordo (…). Pois, assim como no caso de um testamento, o acordo é valido somente após a morte. Enquanto o testador (a pessoa a quem se refere o testamento) viver, o testamento não tem poder legal. E, na verdade, vemos que mesmo o primeiro acordo do testamento de Deus foi sancionado com o derramamento de sangue (…). Este é o sangue do acordo que Deus fez com vocês. E vocês verão que na Lei quase todas as coisas são purificadas por meio de sangue, isto está implícito em vários lugares; Sem derramamento de sangue não há remissão de pecado”.

Temos Vida no sangue de Cristo, Levíticos 17:11 “Pois a vida da carne está no sangue; porquanto é o sangue que fará expiação pela alma”.

O que é mais real e permanente: o mundo que vemos ou o mundo espiritual?

Qual é o mistério do qual participamos? Que verdade está sendo revelada nos elementos da Comunhão (Ceia)? Devemos pensar nisso não uma vez no mês como se acontece atualmente, mas em cada segundo de nossas vidas. João 6:41 – 60 declara: “Com isso, os judeus começaram a murmurar contra Ele (…). Não é este Jesus, o filho de José, cujos os pais conhecemos? Como Ele pode dizer, Eu desci do céu? Jesus respondeu e disse, Eu mesmo Sou o pão da vida. Seus pais comeram maná no deserto, E eles morreram! (…). O pão que dou a vocês é o meu próprio corpo e eu o darei pela vida do mundo (Homens)”. Isto levou os judeus a discutir acirradamente e alguns deles disseram: Como pode esse homem nos dar seu corpo para o comermos? Então Jesus lhes disse: A não ser que vocês comam o corpo do Filho do Homem e bebam Seu sangue, eu asseguro que vocês não têm vida. O homem que comer o meu corpo e beber meu sangue tem vida eterna e eu o ressuscitarei quando o último dia vier. “Pois, o meu corpo é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida”. Muitos de seus discípulos ouviram dizer estas coisas e comentaram, “Este ensinamento é muito duro; quem pode aceitá-lo?”. “Bebam isso, todos vocês, pois é o meu sangue, o sangue do novo acordo derramado para libertar muitos de seus pecados” (Mateus 26:27, 28). Nos evangelhos de Marcos e Lucas (sinóticos), respectivamente 14:24; 22:20: “Jesus disse: Este é meu sangue que é derramado para muitos, meu sangue que sela a aliança de Deus – Este cálice é a nova aliança ratificada pelo meu sangue, que está sendo derramado por vocês”. (cf. 1 Coríntios 11:25; 1 Coríntios 10:16).

O sangue nos leva para perto de Deus, Colossenses 1:19 – 23 “Pois foi do agrado de Deus que nEle habitasse toda a plenitude, e por meio dEle reconciliasse consigo todas as coisas, tanto as que estão na terra quanto as que estão no céu, estabelecendo a paz pelo Seu sangue derramado na cruz”. Antes vocês estavam separados de Deus e, em suas mentes, eram inimigos por causa do mau procedimento de vocês. Mas agora Ele os reconciliou pelo corpo físico de Cristo, mediante a morte, para apresentá-los diante dEle santos, inculpáveis e livres de qualquer acusação, desde que continuem alicerçados e firmes na fé, sem se deixar afastar da esperança do evangelho. Este é o evangelho que vocês ouviram e que tem sido proclamado a todos os que estão debaixo do céu, do qual eu, Paulo, me tornei ministro.

O Novo Testamento. Hebreus 9:12 declara o fundamento eterno “Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo Seu próprio sangue entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção”. (v.14) Quanto mais, então, o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu de forma imaculada a Deus, purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, de modo que possamos servir ao Deus vivo.

Jó 33:29 diz: “Deus redimiu a minha alma de ir para a cova; e a minha vida verá a luz”. O apóstolo João em sua primeira epístola (1:7) declara: “Se, porém, andarmos na luz, como Ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o Sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado”. (cf. Hebreus 10:22; Efésios 2:13; Hebreus 12:23, 24).

CONCLUSÃO

Glorificado seja a Deus por toda a eternidade, e que o Seu nome seja santificado e honrado sobre a terra como é honrado e santificado no céu, por Ele ter dado, oferecido aos homens o Seu único Filho, que é digno de toda a adoração, para assim, louvarmos ao Deus Trino por toda nossa vida durante a terra e pela eternidade, por um amor imensurável, inefável e que em conjunto fez-se obra em nosso favor, e por isso somos vivos e agraciados sem merecermos tão grande favor, agora verdadeiramente temos vida, e gozaremos de uma vida abundante ligados a Deus, e como amigos de Deus, como digo, que cada mexer de dedos, cada sorriso e cada lágrima, cada ação e reação de nossas vidas seja para glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Porque dEle, e por Ele, e para Ele são todas as coisas – glória, glória, glória,  pois, a Ele eternamente. Amém! Obrigado Jesus Cristo, por ter derramado o Seu sangue real por mim, um mísero pecador e um desprezível homem, convertido por Seu poder, e lutando por Seu poder pela conversão de uma carne pagã. Que Deus nos ajude pelo sangue de Seu Filho amado, a saber, o Cordeiro imolado e imaculado de Deus que tirou o pecado do mundo (dos homens). Amém.

Paz e graça.

Capa: Marcos Frade.
Citações: O NOVO TESTAMENTO Comentado por William Barclay; Hebreus – Série comentários bíblicos – João Calvino e Comentário Bíblico Moody.

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Plinio Sousa

Plínio Sousa é fundador do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE, é Pastor Reformado, Bacharel em Teologia e Mestre em Teologia do N.T. Especializado em Interpretação Bíblica e em Teologia Sistemática; Professor de Grego; Métodos de Estudo Bíblico; EBD — Escola Bíblica Dominical; Teologia do Novo Testamento, Psicologia; Sociologia e Filosofia da Educação, atua como Diretor Acadêmico e Professor do IRSE. É Psicólogo Cristão; Juiz de Paz Eclesiástico; (Autoridade Eclesiástica e Ministro de Confissão Religiosa, Conforme Decreto Lei 3.689/41, artigo 295 VIII §ª 4º); Capelão Cristão; Missionário; Palestrante e Escritor.

Apologista, autor de diversos artigos teológicos, de 04 (quatro) livros, atua como conteudista do Instituto Êxito de Teologia (SP), da WRF — World Reformed Fellowship (Comunidade Mundial Reformada) onde também é membro e do Santo Evangelho (Blogue do IRSE); também atua como co-editor do site Reformados 21. É membro da TDI — Sociedade Brasileira do Design Inteligente sob nº de registro 1057.

Adepto e muito abrangente com a defesa da Teologia Reformada e a herança Puritana. Acredita na inspiração verbal e plenária, na revelação proposicional, infalibilidade, inerrância, clareza e suficiência das Sagradas Escrituras. É Supralapsarianista, Calvinista, Aliancista [Teologia Pactual], Pedobatista, Amilenista, e Cessacionista –, rejeita a crença no livre–arbítrio, no apostolado contemporâneo e nos dons revelacionais. Quanto à liturgia, adota o Princípio Regulador do Culto –, como entenderam os Reformadores.
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