É POSSÍVEL QUE O NOME DE UM CRISTÃO SEJA APAGADO DO LIVRO DA VIDA?

“Todos os que vivem na terra o adorarão, menos aqueles que, desde antes da criação do mundo, têm o nome escrito no Livro da Vida, o qual pertence ao Cordeiro, que foi morto” – Apocalipse 13:8.

 (A luz de Apocalipse 3:5 – 13:8 – 22:18, 19).

 Por Pr. Plínio Sousa.

Moody define (22:18, 19):

O livro, com exceção da saudação, termina com mais uma solene advertência contra o acrescentar ou tirar alguma coisa às palavras da profecia deste livro. Não conheço ninguém que tenha comentado isto de maneira mais aceitável do que Lang: “A revelação da verdade está completa, pois nada pode estar além do estado eterno. Enquanto na letra estrita, a ameaça desta terrível advertência se aplica ao Apocalipse, visto, no entanto, que esta porção do Livro de Deus está enraizada em, interligada com e é o final de toda a Palavra de Deus, torna-se impossível falsificar este livro final, sem maltratar o que Deus concedeu antes”.

Apocalipse 22:19 diz: “Se alguém tirar alguma palavra deste livro de profecia, Deus tirará dele a sua parte na árvore da vida e na cidade santa, que são descritas neste livro”. Este versículo é normalmente envolvido no debate sobre a segurança eterna. Será que Apocalipse 22:19 significa que o nome de uma pessoa, depois de ter sido escrito no Livro da Vida do Cordeiro, pode em algum momento no futuro ser apagado? Em outras palavras, pode um cristão perder a salvação?

Em primeiro lugar, as Escrituras deixam claro que um verdadeiro crente é protegido pelo poder de Deus, selado para o dia da redenção (Efésios 4:30), e que o Filho não perderá nenhum dos que o Pai lhe deu (João 6:39). O Senhor Jesus Cristo proclamou: “Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior do que todos; ninguém as pode arrancar da mão de meu Pai” (João 10:28 – 29b; cf; Romanos 8:31 – 39). A salvação é uma obra de Deus, não nossa (Tito 3:5), e é o Seu poder que nos protege.

Se não aos cristãos, então a quem esse “alguém” de Apocalipse 22:19 se refere?

Em outras palavras, quem talvez queira adicionar ou tirar palavras da Bíblia? Talvez aqui seja a chave para a interpretação. Muito provavelmente, esta adulteração da Palavra de Deus não seria feita pelos verdadeiros cristãos, mas por aqueles que apenas professam ser cristãos e que supõem que seus nomes estejam no Livro da Vida. De um modo geral, os dois principais grupos que têm tradicionalmente adulterado a revelação são seitas pseudo-cristãs e aqueles que sustentam crenças teológicas muito liberais. Muitas seitas e teólogos liberais reivindicam o nome de Cristo para si, mas não são nascidos de novo, o termo bíblico definitivo para um cristão.

A Bíblia cita vários exemplos de pessoas que achavam que eram crentes, mas cuja profissão de fé foi provada como sendo falsa. Em João 15, Jesus se refere a elas como ramos que não permaneceram nEle, a Videira verdadeira e que, portanto, não produziram nenhum fruto. Sabemos que são falsos porque “Vocês os reconhecerão por seus frutos” (Mateus 7:16, 20). Por outro lado, os verdadeiros discípulos demonstrarão o fruto do Espírito Santo que reside dentro deles (Gálatas 5:22). Em 2 Pedro 2:22, mestres falsos são cães que retornam ao seu próprio vômito e a porca lavada que “voltou a revolver-se na lama”. O ramo estéril, o cão e o porco são todos símbolos daqueles que professam ter salvação, mas que não podem confiar em nada mais que em sua própria justiça, pois não possuem a justiça de Cristo que verdadeiramente salva.

É duvidoso que aqueles que se arrependeram de seus pecados e nasceram de novo voluntariamente adulterariam a Palavra de Deus de qualquer forma, seja acrescentando ou tirando dela. É claro que reconhecemos que pessoas boas têm tido sinceras diferenças na área de crítica textual, e interpretação bíblica. No entanto, pode-se demonstrar como os cultistas e liberais têm repetidamente tanto “acrescentado” quanto “tirado”. Assim, podemos entender a advertência de Deus em Apocalipse 22:19 desta maneira, qualquer um que mexer com essa mensagem crucial vai descobrir que Deus não colocou o seu nome no Livro da Vida, será negado o acesso à Cidade Santa e perderá qualquer expectativa de todas as coisas boas que Ele promete aos seus santos neste livro.

De um ponto de vista puramente lógico, por que o Soberano e Onisciente Deus, Aquele que conhece o fim desde o começo (Isaías 46:10) escreveria um nome no Livro da Vida já sabendo que teria de removê-lo quando essa pessoa eventualmente negasse a fé? Além disso, ler essa advertência dentro de seu contexto no parágrafo em que aparece (Apocalipse 22:6 – 19) mostra claramente que Deus permanece consistente, apenas aqueles que têm dado atenção às Suas advertências, arrependeram-se e nasceram de novo, poderão antecipar algo de bom na eternidade. Todos os outros, infelizmente, têm um futuro terrível e aterrorizante à sua espera.

Apocalipse 3:5 é outro versículo muito importante para essa questão. “O vencedor… Jamais apagarei o seu nome do livro da vida”. O “vencedor” mencionado nessa carta a Sardes é o cristão. Compare isso com 1 João 5:4: “O que é nascido de Deus vence o mundo” e o versículo 5: “Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus” (cf. 1 João 2:13). Todos os crentes são “vencedores” por terem a vitória sobre o pecado e a incredulidade do mundo por meio de Cristo.

“Contudo, em todas as coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou (Jesus Cristo)” – Romanos 8:37. (cf. 1 João 4:10, 19; João 3:16; Lucas 7:47).

Algumas pessoas veem em Apocalipse 3:5 a imagem de Deus com sua caneta em posição pronta para eliminar o nome de qualquer cristão que peque. Eles interpretam algo mais ou menos assim: “Se você fracassar e não conquistar a vitória, então perderá a sua salvação! Na verdade, apagarei o seu nome do Livro da Vida!” Entretanto, não é isso o que o versículo diz. Jesus está dando uma promessa aqui, não uma advertência.

As Escrituras nunca dizem que Deus apaga o nome de um crente do Livro da Vida, nunca há sequer um aviso de que esteja contemplando fazê-lo. A maravilhosa promessa de Apocalipse 3:5 é que Jesus não apagará o nome de ninguém. Falando aos “vencedores”, todos os redimidos pelo sangue do Cordeiro. Jesus dá a Sua palavra de que não apagará os seus nomes. Ele afirma que quando um nome se encontra no livro, então está lá para sempre. Isso é baseado na fidelidade de Deus, e não na do homem, pois, o mesmo é infiel, mas mesmo sendo infiel, Deus permanece fiel (2 Timóteo 2:13; cf. 1 Coríntios 3:15).

“… se somos infiéis, Ele permanece fiel; porque não pode negar-se a Si mesmo”.  

A promessa de Apocalipse 3:5 é direcionada aos crentes, os quais estão seguros na sua salvação. Em contraste, o aviso de Apocalipse 22:19 é direcionado aos incrédulos, os quais, ao invés de direcionarem seus corações para Deus, tentam mudar a Palavra de Deus para servir os seus propósitos perversos.

De acordo com Apocalipse 13:8 que diz “… menos aqueles que, desde antes da criação do mundo, têm o nome escrito no Livro da Vida, o qual pertence ao Cordeiro, que foi morto” (NTLH). Todos que estão com seus nomes escritos no Livro da vida já estiveram seus nomes escritos desde a fundação do mundo, e não no momento da conversão. Simples assim! (Efésios 1:4 – 6).

UMA BREVE REFLEXÃO EXEGÉTICA

Deus nos elegeu segundo o beneplácito de Sua vontade: Todos os salvos são eleitos desde a fundação do mundo, todos são predestinados por Deus para a salvação como alguns textos bíblicos relatam:

(1) “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor; e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”. (Atos 13:48).

O termo grego usado para “destinados” é “tetagmenoi – τεταγμένοι” que imprime a ideia de designar por responsabilidade ou autoridade própria (ordenar). Existe uma ideia implícita nesse termo grego: designar um posto a, com uma sugestão de responsabilidades associadas a ela, frequentemente de nomeação militar. Paulo quase sempre descreve essa ideia em suas epístolas, ele sempre se coloca como um militar de Cristo, ou usa de exemplos para ilustrar um ensinamento. “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Timóteo 4:7). “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas” (1 Timóteo 6:12). Paulo usa em uma das suas mais belas exposições a figura de um soldado (a armadura de Deus) – Efésios 6 para ilustrar a batalha espiritual dos eleitos de Deus.

E porque esse termo é usado por Lucas? Simples!

“Os judeus tentavam guardar para si todos seus privilégios. De um começo os cristãos viram que os privilégios só se outorgam para ser compartilhados. Os judeus tentavam fechar as portas. De começo os cristãos viram que as portas deviam abrir-se. Como se disse: Os judeus consideravam os gentios como palha que devia queimar-se; Jesus os considerou frutos que deviam colher-se para Deus. E sua Igreja deve ter a mesma visão de um mundo para Cristo”.

(2) “Assim como nos escolheu, nEle, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor, nos predestinou para Ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de Sua vontade”. (Efésios 1:4 – 5).

Paulo usa um termo com um significado muito forte para descrever a escolha de Deus segundo a Sua boa vontade. O termo grego é “exelexato – ἐξελέξατο” que existem muitas definições as quais se destacam selecionar, escolher para si mesmo, escolher entre muitos, como Jesus que escolheu seus discípulos, de Deus que escolhe quem ele julga digno de receber seus favores e separa do resto da humanidade para ser peculiarmente seu e para ser assistido continuamente pela sua graciosa supervisão. De Deus Pai que escolhe os cristãos como aqueles que ele separa da multidão sem religião como seus amados, aos quais transformou, através da fé em Cristo, em cidadãos do reino messiânico: (Tiago 2:5) de tal forma que o critério de escolha arraiga-se unicamente em Cristo e seus méritos.

Devemos lembrar-nos de que nos (v.4 – 6) o apóstolo Paulo está interessado em mostrar a parte que o Pai desempenha nesta grande redenção que usufruímos. Ele irá adiante para mostrar a parte desempenhada pelo Filho e, subsequentemente a parte desempenhada pelo Espírito Santo, mas começa pelo Pai, “o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”, e já vimos que inclui a nossa adoção como filhos de Deus e todos os privilégios que nos vêm como resultado disso. No entanto, não podemos abandonar este grande assunto neste ponto (eleição), porque no momento em que o examinamos atentamente vemos que certos princípios estão incluídos nesta declaração, princípios que são de vital importância para a posição cristã e que, se negligenciarmos ou os entendermos mal, poderemos provavelmente estar militando contra o nosso bem-estar.   

(3) “Que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos”. (2 Timóteo 1:9).

“… nos chamou” no grego “kalesantos – καλέσαντος” literalmente significa chamar alguém pelo nome, se pensarmos, Deus nos chama pelo nome que Ele mesmo colocou no Livro da Vida antes da fundação do mundo. Em suma o termo denota “receber o nome de”, para Deus em Seu decreto, filhos adotivos por meio de Sua graça evidenciada pela encarnação de Cristo, morte e ressurreição. Para a esfera espiritual, invisível, eleitos segundo Sua própria determinação – propósito (prothesin – πρόθεσιν).

(4) “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade, para o que também vos chamou mediante o nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo”. (2 Tessalonicenses 2:13 – 14).

O termo grego para “escolheu” é “heilato – εἵλατο” que significa tomar para si, preferir, escolher.

(5) “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia”. (João 6:39).

O termo usado para “me deu” é “ho dedōken – ὃ δέδωκέν” denotando a ideia de dar algo a alguém de livre e espontânea vontade, para sua vantagem, e essa “vantagem” aqui é descrita em algumas passagens, como por exemplo, Efésios 1:6 “… para louvor e glória da Sua graça…”. Deus nos elegeu para louvor e glória da Sua graça. Uma graça imerecida, e dada incondicionalmente.  

(6) “E Ele enviará os anjos e reunirá os seus escolhidos dos quatro ventos, da extremidade da terra até à extremidade do céu”. (Marcos 13:27).

O termo grego usado para “escolhidos” em Marcos 16:27 é o mesmo termo usado em Efésios 1:4 “exelexato – ἐξελέξατο”.

(7) “Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça. E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça. Que diremos, pois? O que Israel busca, isso não conseguiu; mas a eleição o alcançou; e os mais foram endurecidos, como está escrito: Deus lhes deu espírito de entorpecimento, olhos para não ver e ouvidos para não ouvir; até ao dia de hoje. E diz Davi: Torne-se lhes a mesa em laço e armadilha, em tropeço e punição; escureçam-se lhes os olhos, para que não vejam, e fiquem para sempre encurvadas as suas costas”. (Romanos 11:5 – 10).

(v.5) A oração “a eleição da graça” é muito bem definida pelo termo grego “eklogēn – ἐκλογὴν” que significa o ato de selecionar, escolha do ato de livre arbítrio de Deus pela qual, antes da fundação do mundo (Efésios 1:4), decretou suas bênçãos sobre certas pessoas. O termo expressa o decreto feito através da escolha pelo qual decidiu abençoar certas pessoas em Cristo apenas pela graça, pessoa escolhida. Eleito de Deus.

(8) “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade”. (Colossenses 3:12).

O termo grego para “eleitos” é “eklektoi – ἐκλεκτοὶ” que significa ser selecionado, escolhido por Deus para obter salvação em Cristo.

Por isso, os cristãos são chamados “οἱ ἐκλεκτοί τοῦ Θεοῦ” – os escolhidos ou eleitos de Deus. (cf. Isaías 65:9, 15, 23; Lucas 18:7; Romanos 8:33; Tito 1:1; Mateus 24:22, 24 ; Marcos 13:20, 22; 1 Pedro 1:2).

Paulo começa dirigindo-se aos colossenses como os escolhidos de Deus, santos e amados. O significativo é que cada uma destas três palavras correspondiam originariamente aos judeus. Eles eram o povo escolhido, a nação santa e consagrada (hagios), eles eram os amados de Deus. Paulo toma estas três importantes palavras que num tempo tinham sido possessão de Israel, para aplicá-las aos gentios. Desta maneira mostra que o amor e a graça de Deus chegaram aos limites da terra: Na economia de Deus já não existe a cláusula de “nação mais favorecida”.

(9) “Eleitos, segundo a presciência de Deus pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas”. (1 Pedro 1:2).

É o mesmo termo grego “eklektoi – ἐκλεκτοὶ” que significa ser selecionado, escolhido por Deus para obter salvação em Cristo usado em Colossenses 3:12.

(10) “Pelejarão eles contra o Cordeiro, e o Cordeiro os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão também os chamados, eleitos e fiéis que se acham com ele”. (Apocalipse 17:14).

“οὗτοι μετὰ τοῦ Ἀρνίου πολεμήσουσιν καὶ τὸ Ἀρνίον νικήσει αὐτούς, ὅτι Κύριος κυρίων ἐστὶν καὶ Βασιλεὺς βασιλέων, καὶ οἱ μετ’ αὐτοῦ κλητοὶ καὶ κλεκτο καὶ πιστοί”.

O termo grego “eklektoi – ἐκλεκτοὶ” também aparece aqui em Apocalipse.

(11) “Porque muitos são chamados, mas poucos, escolhidos (eklektoi – ἐκλεκτοὶ)”. (Mateus 22:14).

“Porque surgirão falsos Cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos (tous eklektous – τοὺς ἐκλεκτούς)”. (Mateus 24:24).

(12) “E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos (tous eklektous – τοὺς ἐκλεκτούς), dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus”. (Mateus 24:31).

(13) “Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai! Entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. (Mateus 25:34).

CONCLUSÃO

Não, um cristão não pode perder a salvação. Nada pode separar um cristão do amor de Deus (Romanos 8:38, 39). Nada pode remover um cristão da mão de Deus (João 10:28, 29). Deus está disposto e é capaz de garantir e manter a salvação que nos prometeu. Judas 24 – 25: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!”.

Está claro na Escritura que aqueles que Deus elegeu para a salvação não terão seus nomes apagados do livro da vida, isso não significa que devemos “relaxar” em nossas vidas cristãs, mas pelo contrário, devemos honrar a Deus por tamanha graça, de ter nos predestinado a salvação, e fazer de todas as formas possíveis que o Seu Santo nome seja glorificado em nossas vidas por tamanha bênção! Somos eleitos para sermos irrepreensíveis, e fomos chamados em santa vocação, essas são as marcas de um eleito.

Devemos ter esse ensinamento atuante em nossas vidas como um consolo e um meio de energia para servirmos a Deus com toda a nossa alma, e desejo e entendimento. Pois, em Filipenses 1:6 diz: “Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo”. Deus, através da morte de Seu Filho amado Jesus Cristo, nos justificou de todo pecado, e pelo Espírito Santo santificado em nossos corações nos guiará nos admoestando e nos ensinado a trilhar um caminho santo e irrepreensível até a volta de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e assim viveremos com Ele por toda a eternidade.

Portanto, se você vê alguém orando para que Deus escreva o nome de tal pessoa no livro da vida, não acredite, isso não é verdade! É um erro. Os nomes dos cristãos (dos eleitos) não são escrito no livro da vida no momento da conversão, mas na eternidade. E automaticamente ficam de fora os réprobos, aqueles que Deus pré-ordenou para serem vasos da ira, preparados para perdição (Romanos 9:22; cf. Apocalipse 13:8).

Leia nosso artigo 80 razões porque um cristão não pode perder a salvação.

Paz e graça.

Capa: Marcos Frade.
Citações: Comentário Bíblico William Barcley; Moody.

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Plinio Sousa

Plínio Sousa é fundador do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE, é Pastor Reformado, Bacharel em Teologia e Mestre em Teologia do N.T. Especializado em Interpretação Bíblica e em Teologia Sistemática; Professor de Grego; Métodos de Estudo Bíblico; EBD — Escola Bíblica Dominical; Teologia do Novo Testamento, Psicologia; Sociologia e Filosofia da Educação, atua como Diretor Geral e Professor do IRSE. É Psicólogo Cristão; Juiz de Paz Eclesiástico; (Autoridade Eclesiástica e Ministro de Confissão Religiosa, Conforme Decreto Lei 3.689/41, artigo 295 VIII §ª 4º); Capelão Cristão; Missionário; Palestrante e Escritor.

Apologista, autor de diversos artigos teológicos, de 04 (quatro) livros, atua como conteudista do Instituto Êxito de Teologia (SP), da WRF — World Reformed Fellowship (Comunidade Mundial Reformada) onde também é membro e do Santo Evangelho (Blogue do IRSE); também atua como co-editor do site Reformados 21. É membro da TDI — Sociedade Brasileira do Design Inteligente sob nº de registro 1057.

Adepto e muito abrangente com a defesa da Teologia Reformada e a herança Puritana. Acredita na inspiração verbal e plenária, na revelação proposicional, infalibilidade, inerrância, clareza e suficiência das Sagradas Escrituras. É Supralapsarianista, Calvinista, Aliancista [Teologia Pactual], Pedobatista, Amilenista, e Cessacionista –, rejeita a crença no livre–arbítrio, no apostolado contemporâneo e nos dons revelacionais. Quanto à liturgia, adota o Princípio Regulador do Culto –, como entenderam os Reformadores.
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