CRISTO – O VERDADEIRO EVANGELHO

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (…). Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e o ser humano, Cristo Jesus, homem” – Atos 4:12; 1 Timóteo 2:15.

Por Pr. Plínio Sousa.

O verdadeiro evangelho é a boa notícia de que Deus salva pecadores. O homem é por natureza pecador e separado de Deus, sem qualquer esperança de reparar essa situação. Entretanto, Deus providenciou o meio da redenção do homem na morte, sepultamento e ressurreição do salvador, Jesus Cristo.

A palavra “evangelho” (euangeliō – εὐαγγελίῳ) significa literalmente “boas novas”; as boas novas da salvação através de Cristo; a proclamação da graça de Deus manifesta e garantida em Cristo. Entretanto, para realmente compreender quão boas essas novas são, devemos primeiramente compreender a má notícia. Como resultado da queda do homem no Jardim do Éden (Gênesis 3:6), toda parte da mente do homem, sua vontade, emoções e carne, tem sido corrompido pelo pecado, o homem em sua extensão é totalmente depravado, nascendo inimigo de Deus, quebrando assim todas as Suas leis, e por esse motivo o homem nunca buscaria a Deus (Efésios 2:3; Romanos 3:23). Devido à queda, o homem é incapaz de, por si mesmo, crer de modo salvador no Evangelho. O pecador está morto, cego e surdo para as coisas de Deus. Seu coração é enganoso e desesperadamente corrupto. Sua vontade não é livre, pois está escravizada à sua natureza má, por isso ele não irá – e não poderá jamais – escolher o bem e não o mal em assuntos espirituais. Por conseguinte, é preciso mais do que simples assistência do Espírito para se trazer um pecador a Cristo. É preciso a regeneração, pela qual o Espírito vivifica o pecador e lhe dá uma nova natureza. “A fé não é algo que o homem dá (contribui) para a salvação, mas é ela própria parte do dom divino da salvação. É o dom de Deus para o pecador e não o dom do pecador para Deus”. (cf. Salmos 51:5; Jeremias 13:23; Romanos 3:10 – 12; 7:18; 1 Coríntios 2:14; Efésios 1:3 – 12; Colossenses 2:11 – 13).

Nós não estamos prontos para ouvir o evangelho até primeiro entender a acusação contra a humanidade, que vem até nós mesmos, culpando-nos diante de Deus. A visão da humanidade que vemos em Romanos 3:10 – 20 está em rota de colisão, com tudo a nossa cultura nos diz sobre a nossa condição natural, não real. As pessoas hoje discordam profundamente com a avaliação do apóstolo Paulo acerca de nossa condição, mas não devemos nos prender ao que nós como pessoas caídas pensamos de nós mesmos. O que importa é a avaliação de nossa condição em relação à santidade de Deus, pois os nossos corações são corruptos e enganosos. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?” – Jeremias 17:9.

Romanos 3:19 – 26: Aqui nos deparamos outra vez com uma passagem não muito fácil de entender, mas muito rica em conteúdo quando se compreende seu verdadeiro significado.

Vejamos se podemos chegar à verdade básica escondida nele.

O supremo problema da vida é: Como pode entrar o homem em uma relação correta com Deus? Como pode sentir-se em paz, tranquilo, à vontade com Deus? Como pode o homem escapar ao sentimento de alienação e medo na presença de Deus? A religião mais antiga, a religião do judaísmo, respondia: “Um homem pode alcançar a relação justa com Deus seguindo ao pé da letra o que diz a Lei. Se cumprir todas as obras da Lei, chegará a estar bem com Deus”. Mas dizer isso é o mesmo que dizer que o homem não tem possibilidade de alcançar a relação justa com Deus. Ninguém poderá nunca guardar cada um dos mandamentos da Lei. Simplesmente porque o homem é uma criatura imperfeita não pode alcançar uma obediência perfeita. Ninguém poderá jamais ser capaz de prestar um serviço perfeito à infinita perfeição de Deus.

Então do que serve a Lei? A Lei serve para que o homem se dê conta do pecado. Somente quando o homem sabe o que tem que fazer, pode dar-se conta de que não o está fazendo. Só quando o homem conhece a Lei e tenta cumpri-la se dá conta de que não a está cumprindo. A Lei tem a finalidade de demonstrar ao homem sua pecaminosidade e sua fraqueza. Está, então, o homem alienado de Deus? Longe disso. Porque o caminho a Deus não é o caminho da Lei, mas o caminho da graça. Não é o caminho das obras, mas o caminho da fé.

Para esclarecer o que quer dizer, Paulo utiliza três metáforas:

(1) Usa a metáfora do “tribunal”, que é a metáfora que nós chamamos justificação. Lembremos novamente que o problema é como pode o homem entrar em uma relação justa com Deus? Esta metáfora entende que o homem está em juízo perante Deus.

A palavra grega que se traduz como justificar é “dikaioun – δικαιοῦν”. Todos os verbos gregos que terminam em (oun – οῦν) significam não fazer algo a alguém, mas tentar, julgar, ter em conta a alguém como algo. Se um homem se apresentar perante um juiz, e esse homem é inocente, então tratá-lo como inocente é absolvê-lo. Mas quanto a Deus e o homem, o fato é que quando o homem se apresenta perante Deus, é qualquer coisa menos inocente, é completamente culpado, e, no entanto, Deus com sua assombrosa misericórdia, trata-o, julga-o e o considera como se fosse inocente. Isto é o que significa a justificação.

Quando Paulo diz “Deus justifica o ímpio”, quer dizer que Deus com sua incrível misericórdia trata o ímpio como se fosse um homem bom. Isto é o que alarmou os judeus no mais íntimo de seu ser. Para eles tratar a um homem mau como se fosse bom, apontava o juiz como corrupto. “O que justifica o ímpio e o que condena o justo abomináveis são para o SENHOR, tanto um como o outro” – Provérbios 17:15. “Porque não justificarei o ímpio” (Êxodo 23:7). Mas Paulo diz que isto é precisamente o que Deus faz.

Mas como posso eu saber como é Deus? Eu sei que Deus é assim porque Jesus o disse. Jesus veio para nos dizer que Deus nos ama apesar do ímpio que somos. Veio para nos dizer que pode ser que sejamos pecadores — somos pecadores — mas Deus apesar disso nos estima. Agora tenhamos em conta que quando o descobrimos, e cremos, isso muda toda nossa relação com Deus. Estamos conscientes de nosso pecado, mas não persiste o temor, já não estamos alienados, arrependidos e entristecidos nos aproximamos a Deus, como um menino arrependido volta para sua mãe, e sabemos que o Deus a quem nos aproximamos é amor. Isto é o que significa a justificação pela fé em Jesus Cristo. Significa que estamos em uma justa relação com Deus, porque cremos de todo coração que o que Jesus Cristo disse a respeito de Deus é verdade. Já não somos mais estrangeiros temerosos de um Deus zangado. Somos filhos, filhos desencaminhados, que confiam no amor de seu Pai para alcançar o perdão. E nunca teríamos sabido isso se Jesus não tivesse vindo viver e morrer para nos dizer isso. Só sabemos quando temos absoluta confiança em que o que Jesus disse a respeito de Deus é verdade.

(2) Paulo utiliza a metáfora do sacrifício. Diz de Jesus Cristo que Deus o apresentou como alguém que pode obter o perdão de nossos pecados. A palavra que Paulo usa para descrever a Jesus Cristo é a palavra grega “hilastērion – ἱλαστήριον”. A palavra provém do verbo grego que denota conciliar, literalmente significa uma conciliação ou expiação, é obter o aplacamento ou poder expiatório; em suma é a forma de conciliação ou expiação. É um verbo que tem que ver com o sacrifício.

Sob o velho sistema, quando alguém quebrantava a Lei, levava a Deus um sacrifício. Sua finalidade era que o sacrifício fizesse Deus propício e afastasse assim a ira de Deus, que o sacrifício desviasse o castigo que devia cair sobre ele. Para expressá-lo de outra maneira: um homem pecava, esse pecado o colocava em uma relação incorreta com Deus e para poder chegar a uma nova relação justa com Deus oferecia seu sacrifício. Mas toda a experiência do homem ao sacrificar animais demonstrou sua inutilidade. “Pois não te comprazes em sacrifícios; do contrário, eu os daria; e não te agradas de holocaustos” (Salmos 51:16). “Com que me apresentarei ao SENHOR e me inclinarei ante o Deus excelso? Virei perante Ele com holocaustos, com bezerros de um ano? Agradar-se-á o SENHOR de milhares de carneiros, de dez mil ribeiros de azeite? Darei o meu primogênito pela minha transgressão, o fruto do meu corpo, pelo pecado da minha alma?” (Miquéias 6:6, 7). Instintivamente os homens sentiam que uma vez que tinham pecado, o aparato do sacrifício terrestre não podia corrigir o engano. De modo que Paulo diz: “Jesus Cristo, por Sua vida de obediência e Sua morte de amor, fez o único sacrifício a Deus válido para apagar o pecado”. Paulo insiste em que o que aconteceu na cruz abre a porta de volta à justa relação com Deus, uma porta que nenhum outro sacrifício é capaz de realizar.

(3) Paulo utiliza a metáfora da escravidão. Fala da libertação operada através de Jesus Cristo. A palavra é “apolytrōseōs – ἀπολυτρώσεως”, que significa resgate, redenção, libertação. Isto quer dizer que o homem estava no poder, nas garras, sob o domínio do pecado, e do qual somente Jesus Cristo pode libertá-lo.

Finalmente, Paulo diz que Deus fez tudo isto porque é justo, e aceita como justos a todos aqueles que crêem em Jesus. Em toda sua vida, Paulo nunca disse nada mais surpreendente que isto. Bengel o chamou “o paradoxo supremo do evangelho”.

Pensemos no que significa.

Significa que Deus é justo e aceita o pecador como um homem justo. O natural, o inevitável, seria dizer: “Deus é justo, e portanto, condena o pecador como criminoso”. Mas aqui nos encontramos com o grande e precioso paradoxo — Deus é justo, mas de algum modo, com essa graça incrível e milagrosa que Jesus veio a nos trazer, Ele aceita o pecador, não como um criminoso, mas sim como um filho a quem ainda ama. Mas qual é a essência de tudo isto? Onde está a diferença entre tudo isto e a forma de proceder da Lei antiga? Basicamente a diferença consiste nisto: o caminho da obediência à Lei tem que ver com o que o homem pode fazer por si mesmo, o caminho da graça tem que ver com o que Deus fez e pode fazer pelo homem. Paulo está insistindo em que nada do que nós possamos fazer pode ganhar o perdão de Deus, somente o que Deus fez por nós pode obtê-lo, portanto, o caminho à relação justa com Deus reside não em uma frenética e desesperada inútil tentativa de obter a absolvição por nossas obras, reside na aceitação humilde e contrita do amor e da graça que Deus nos oferece em Jesus Cristo.

E Por causa da natureza pecaminosa do homem, ele não pode buscar a Deus e não o faz. Ele não tem nenhum desejo de vir a Deus e, de fato, sua mente é hostil para com Ele (Romanos 8:7). Deus declarou que o pecado do homem o condena a uma eternidade no inferno, separado de Deus. É no inferno que o homem paga a penalidade do pecado contra um Deus Santo e Justo. Isso realmente seria uma má notícia se não houvesse solução.

Nesta passagem (Romanos 8:6, 7), Paulo traça um contraste entre dois tipos de vida.

 “A mentalidade da carne é morte, mas a mentalidade do Espírito é vida e paz; a mentalidade da carne é inimiga de Deus porque não se submete à lei de Deus, nem pode fazê-lo”.

(1) Existe a vida dominada pela natureza humana pecaminosa. A vida cujo foco e centro é o eu, a vida absorvida pelas coisas que fascinam a natureza humana pecaminosa, a vida cuja única lei são os seus próprios desejos, a vida que toma o que quer onde quer. Em diferentes pessoas esta vida será descrita de diferentes maneiras. Pode estar dominada pela paixão, ou pela luxúria, ou pelo orgulho, ou pela ambição. Sua característica é sua absorção pelas coisas sobre as quais a natureza humana sem Deus põe o seu coração.

(2) Existe a vida dominada pelo Espírito de Deus. No coração do homem está o Espírito. Assim como vive no ar, vive em Cristo, nunca separado dEle. Como respira o ar, e o ar o enche, assim o cheia Cristo. Não tem uma mente própria. Cristo é Sua mente. Não tem desejos próprios, a vontade de Cristo é Sua única lei. Está dominado pelo Espírito, dominado por Cristo, focalizado em Deus.

Estas duas vidas partem em direções diametralmente opostas. A vida dominada pelos desejos e pelas atividades da natureza humana

Como podemos explicar a depravação total, e a culpabilidade do pecado original no ser humano, até que ponto o pecado adâmico nos alcançou?

 PECADO ORIGINAL

(1) O pecado original não se refere ao primeiro pecado; ao invés disso, se refere às consequências do primeiro pecado na raça humana.

(2) Como resultado do primeiro pecado, toda a raça humana caiu, e por causa disso, a natureza humana por completo é influenciada pelo poder do pecado.

(3) O pecado original tem a ver com a natureza caída do homem.

(4) Por causa da queda, não somos pecadores porque pecamos, pecamos porque somos pecadores.

A DEFINIÇÃO DE DEPRAVAÇÃO TOTAL

(1) Depravação total não significa depravação absoluta; não significa que todo ser humano é tão mau quanto poderia ser.

(2) Depravação total significa que a queda é tão séria que afeta a pessoa por inteiro — corpo, mente e vontade.

(3) A pessoa por inteiro foi infectada e corrompida pelo poder do pecado.

(4) A controvérsia se centraliza no grau de corrupção.

CORRUPÇÃO RADICAL

(1) Um termo melhor do que depravação total é corrupção radical.

(2) A maioria das pessoas acredita que o homem é basicamente bom e que o pecado é periférico à sua natureza.

(3) A visão reformada é que a queda penetra no âmago do homem — seu coração.

(4) Portanto, o que é necessário para o homem ser conformado à imagem de Cristo não é simplesmente algum pequeno ajuste ou modificação de comportamento, mas nada menos que renovação a partir de dentro — regeneração pelo Espírito Santo.

(5) A única maneira de escapar dessa corrupção radical é se o Espírito Santo mudar o âmago do homem.

(6) Deve-se lembrar de que até mesmo a regeneração não vence o pecado instantaneamente.

(7) A erradicação total e final do pecado aguarda nossa glorificação no céu.

Entretanto, no evangelho, Deus, em Sua misericórdia, tem proporcionado essa solução, um substituto para nós, Jesus Cristo o qual veio para pagar a pena pelos nossos pecados através do Seu Sacrifício na Cruz. Esta é a essência do evangelho que Paulo pregou aos Coríntios. Em 1 Coríntios 15:2 – 4, ele explica os três elementos do evangelho a morte, sepultamento e ressurreição de Cristo em nosso favor. A nossa velha natureza morreu com Cristo na cruz e foi enterrada com Ele. Fomos então ressuscitados com Ele para uma nova vida (Romanos 6:4 – 8). Paulo nos diz para “nos apegar firmemente” a este verdadeiro evangelho, o único que salva. Acreditar em outro evangelho é crer em vão. Em Romanos 1:16, 17, Paulo também declara que o verdadeiro evangelho é o “poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”, o que quer dizer que a salvação não é alcançada pelos esforços do homem, mas pela graça de Deus através do dom da fé (Efésios 2:8 – 9).

Por causa do evangelho, através do poder de Deus, aqueles que creem em Cristo (Romanos 10:9) não são apenas salvos do inferno. De fato, recebemos uma natureza completamente nova (2 Coríntios 5:17) com um coração mudado e um novo desejo, vontade, atitude que se manifestam em boas obras. Este é o fruto que o Espírito Santo produz em nós pelo Seu poder. As obras nunca são o meio de salvação, mas são a prova, são evidências de uma fé que procede e nasce do ventre das escrituras (Efésios 2:10). Aqueles que são salvos pelo poder de Deus sempre mostrarão a evidência da salvação através de uma vida transformada, e por sua vez santificada do mundo.

E como acontece essa atuação da graça de Deus, em nossa salvação?

A INICIATIVA DIVINA

 (1) Antes que uma pessoa venha a Cristo, Deus trabalha unilateralmente, monergisticamente, independentemente e soberanamente, mudando a alma do pecador, que está por natureza morto em pecado e moralmente incapaz de ressuscitar a si mesmo. (Efésios 2:1).

(2) Deus tem que dar à pessoa nova vida espiritual antes que tal pessoa tenha o poder de vir a Cristo.

REGENERAÇÃO MONERGÍSTICA

(1) Regeneração é uma obra que pertence apenas a Deus.

(2) Tal obra repousa sobre a graça somente, e não há nada que um homem possa fazer para conquistá-la ou merecê-la.

(3) Jesus diz em João 6:63 – 69: “Ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido”.

(4) “Ninguém” é uma proposição negativa universal (oudeis – οὐδεὶς) — diz algo negativo sobre todos.

(5) “Poderá” significa habilidade ou capacidade — ninguém tem a habilidade ou a capacidade de realizar a tarefa em questão.

(6) “Vir a mim” significa abraçar a Cristo na fé — é isso que ninguém tem a habilidade ou a capacidade de fazer.

(7) “Se… não” aponta para uma condição necessária que deve ser atendida antes que uma situação desejada seja realizada.

(8) “Pelo Pai não lhe for concedido” é a condição necessária — Deus tem que capacitar uma pessoa a vir a Cristo.

(9) O homem perdeu a habilidade natural de vir a Cristo.

E porque não temos livre-arbítrio, e porque não conseguimos ir até Cristo?

 A ESCRAVIDÃO DO ARBÍTRIO

 (1) O homem ainda faz escolhas, mas apenas de acordo com seus desejos.

(2) A própria essência da liberdade é a habilidade de escolher de acordo com nossos desejos.

(3) O problema é a escravidão moral.

(4) Somos escravos aos nossos próprios desejos.

(5) Por natureza não temos desejo por Cristo ou pelas coisas de Deus.

(6) Nós livremente rejeitamos a Deus, a menos que Deus mude os desejos de nossos corações.

CRISTO O ÚNICO CAMINHO PARA O CÉU

 SOU BASICAMENTE UMA BOA PESSOA, ENTÃO VOU PARA O CÉU?

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”.

“Sou basicamente uma boa pessoa, então vou para o Céu” “Ok? Então, eu faço algumas coisas ruins, mas faço mais coisas boas, então vou para o Céu”, “Deus não vai me enviar para o inferno só porque não vivo de acordo com a Bíblia. Os tempos mudaram!”, “Apenas pessoas realmente más como molestadores de crianças, Salteadores (Ladrões) e assassinos vão para o inferno”, “Acredito em Deus, apenas o sigo do meu próprio jeito. Todos os caminhos levam a Deus”.

“Não meu amigo (a)! Nem todos os caminhos levam a Roma”.

Todas estas são conclusões comuns entre a maioria das pessoas, mas a verdade é que são todas mentiras. Satanás, o qual tem poder sobre o mundo, planta estes pensamentos nas nossas mentes. Ele, e qualquer um que siga os seus caminhos, é um inimigo de Deus (1 Pedro 5:8). Satanás sempre se disfarça como bom (2 Coríntios 11:14), mas tem controle sobre todas as mentes que não pertencem a Deus. “(…) (Satanás), o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (2 Coríntios 4:4).

É uma mentira acreditar que Deus não se importa com pecados menores e que o inferno é destinado às “pessoas más”. Todo pecado nos separa de Deus, mesmo uma “pequena mentirinha”. Todos pecaram e ninguém é bom o suficiente para ir ao céu por sua própria conta (Romanos 3:23; Efésios 2:1 – 3). Entrar no céu não se baseia no nosso bem superar o nosso mal, todos perderíamos se este fosse o caso. “E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” – Romanos 11:6. Não há nada bom que possamos fazer para ganhar a nossa entrada no céu (Tito 3:5; Isaías 64:6, Romanos 3:9 – 31).

“Entrai pela porta estreita: Porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela” – Mateus 7:13. Mesmo que todo mundo esteja vivendo uma vida de pecado, e crer em Deus não seja popular, Deus não vai perdoar isto. “(…) nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, o espírito que agora atua nos filhos da desobediência” – Efésios 2:2. Não se engane, pois, aquele que “não crer já está condenado ao inferno” (cf. Marcos 16:16; João 3:3, 18).

Quando Deus criou o mundo, este era perfeito. Tudo era bom. Então ele fez Adão e Eva, e deu-lhes o Seu próprio livre-arbítrio, de forma que teriam a escolha de seguir e obedecer a Deus ou não. No entanto, Adão e Eva, as primeiras pessoas que Deus fez, foram tentados por Satanás a desobedecer a Deus, e eles pecaram. Isto os impediu (e a todos os que vieram depois deles, incluindo a nós) de ter uma relação íntima com Deus, como já mencionado. Ele é perfeito e não pode estar no meio do pecado. Como pecadores, nós não poderíamos chegar lá pela nossa própria vontade. Então, Deus criou uma forma pela qual poderíamos estar unidos com Ele no Céu.

Ratifico a única forma, fonte e meio de salvação.

“Porque Deus amou ao mundo (homens que estão no mundo, não todos) de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Jesus nasceu para que pudesse nos ensinar o caminho e morreu por nossos pecados para que não o tivéssemos de fazer. Três dias após a Sua morte, Ele ressuscitou do sepulcro, e todos os que creem são justificados diante de Deus em Sua morte e ressurreição (Romanos 4:25), provando ser vitorioso sobre a morte. Ele completou o caminho entre Deus e o homem para que este pudesse ter uma relação pessoal com Ele, precisando apenas acreditar.

“E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” – João 17:3.

 A maioria das pessoas acredita em Deus, até Satanás e os demônios acreditam (Tiago 2:19). Entretanto, para receber a salvação, é preciso se voltar para Deus, formar uma relação pessoal com Ele, voltar-se contra os nossos pecados e seguir a Ele. Devemos acreditar em Jesus com tudo o que temos e em tudo o que fazemos. “Justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos os que creem; porque não há distinção” – Romanos 3:22. A Bíblia nos ensina que não há outro caminho para salvação a não ser através de Cristo. Jesus diz em João 14:6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”.

“Deus não reconhece nenhuma fé que não nasça do ventre das escrituras”.

Jesus é o único caminho para a salvação porque Ele é o único que pôde pagar o preço pelos nossos pecados (Romanos 6:23). Nenhuma outra religião ensina a profundidade ou seriedade do pecado e das suas consequências. Nenhuma outra religião oferece o pagamento infinito que somente Jesus poderia dar pelo pecado. Nenhum outro “fundador religioso” foi Deus vindo como homem (João 1:1, 14), a única forma pela qual um débito infinito poderia ser pago. Jesus tinha que ser Deus para que pudesse pagar nosso débito. Jesus tinha que ser homem para que pudesse morrer. A salvação está disponível apenas pela fé em Jesus Cristo! “E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” – Atos 4:12, a salvação do início ao fim é uma obra sobrenatural de Deus (Efésios 2:8), e a fé salvífica vem da ortodoxia e ortopraxia (“reta prática, ou ação correta”) que através da graça de Deus, manifestada em Cristo, recebemos a salvação e a justificação gratuitamente (Romanos 3:24, 10:17; Tiago 1:22; 2:14 – 18). Confesse todos os seus pecados a Deus, arrependa-se de todos eles, ore e peça a Deus o perdão, e assim todos os seus pecados por mais terríveis serão perdoados, por meio da redenção (resgate do gênero humano caído), e expiação (purificação dos crimes ou faltas cometidas) por Jesus Cristo (1 João 1:9). Ainda há tempo.

Paz e graça.

Capa: Marcos Frade.
Citações: Comentário Bíblico William Barclay; Comentário Expositivo de R. C. Sproul.

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Plinio Sousa

Plínio Sousa é fundador do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE, é Pastor Reformado, Bacharel em Teologia e Mestre em Teologia do N.T. Especializado em Interpretação Bíblica e em Teologia Sistemática; Professor de Grego; Métodos de Estudo Bíblico; EBD — Escola Bíblica Dominical; Teologia do Novo Testamento, Psicologia; Sociologia e Filosofia da Educação, atua como Diretor Geral e Professor do IRSE. É Psicólogo Cristão; Juiz de Paz Eclesiástico; (Autoridade Eclesiástica e Ministro de Confissão Religiosa, Conforme Decreto Lei 3.689/41, artigo 295 VIII §ª 4º); Capelão Cristão; Missionário; Palestrante e Escritor.

Apologista, autor de diversos artigos teológicos, de 04 (quatro) livros, atua como conteudista do Instituto Êxito de Teologia (SP), da WRF — World Reformed Fellowship (Comunidade Mundial Reformada) onde também é membro e do Santo Evangelho (Blogue do IRSE); também atua como co-editor do site Reformados 21. É membro da TDI — Sociedade Brasileira do Design Inteligente sob nº de registro 1057.

Adepto e muito abrangente com a defesa da Teologia Reformada e a herança Puritana. Acredita na inspiração verbal e plenária, na revelação proposicional, infalibilidade, inerrância, clareza e suficiência das Sagradas Escrituras. É Supralapsarianista, Calvinista, Aliancista [Teologia Pactual], Pedobatista, Amilenista, e Cessacionista –, rejeita a crença no livre–arbítrio, no apostolado contemporâneo e nos dons revelacionais. Quanto à liturgia, adota o Princípio Regulador do Culto –, como entenderam os Reformadores.
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