3 SIGNIFICADOS DO QUE É PASTOREAR O REBANHO DE DEUS

Por Dave Harvey.

Para algumas pessoas, a palavra “pastor” traz à mente pinturas em azul cor-de-água em berçários de Igreja. O pastor está ninando uma ovelha enquanto o sol se põe atrás dele em borrifadas de cor. Ou ele está se inclinando sobre o seu cajado, olhando por cima de um campo verde como um giz de cera. Ele tem olhos azuis e um cabelo longo e ondulado, seu olhar é solene e sua túnica está sem mancha alguma.

Mas quando o apóstolo Pedro usou a palavra “pastor”, seus leitores imaginariam um trabalhador de gado. Esse cara está trabalhando 24 horas por dia, 7 dias por semana, vigiando pastos, cercando os animais que fogem, dispensando os primeiros socorros, consertando chifres quebrados, certificando-se que as ovelhas estão seguras e bem alimentadas. Esse rapaz trabalha duro, fica sujo e ainda sabe como manejar como ninguém seu cajado.

Quando Pedro diz “pastoreai o rebanho de Deus” (1 Pedro 5:2), ele tem tudo isso em mente. Um pastor do povo de Deus é responsável por cuidar dele. Ele é responsável por alimentá-lo com a Palavra de Deus em sua pregação, aconselhamento e até mesmo nas conversas do dia-a-dia. Ele é responsável por proteger a ovelha dos falsos mestres, do veneno da falsa doutrina e da influência do mundo. Há uma razão pela qual “pastorear” é a metáfora mais proeminente na Escritura para o papel do pastor. “A responsabilidade fundamental dos líderes da Igreja”, diz Tim Witmer, “é pastorar o rebanho de Deus”. Seu sucesso no ministério está sempre ligado com o bem-estar dele.

Mas com o que, exatamente, se parece o pastorear o rebanho de Deus? Significa algumas coisas diferentes.

Significa ansiar e estar disposto a vigiar.

O termo “pastoreai” (1 Pedro 5:2) vem do grego “episkopeo”. Ele significa literalmente “considerar” e inclui a ideia de olhar cuidadosamente ou assistir diligentemente. Em seu livro “Shepherds After My Own Heart” (Pastores Segundo o Meu Coração), Timothy Laniak o define como “uma atenção vigilante para ameaçar o que possa dispersar ou destruir o rebanho”. O pastor é um guardião com botas no chão, pronto para ser usado pelo Supremo Pastor para guiar e proteger seu rebanho.

Significa amar.

Falando praticamente, pastorear quer dizer amar as pessoas. Você não pode amar ministrar e ser odiado pelas pessoas. A convocação é um chamado para amar as ovelhas. “Amar pregar”, Lloyd-Jones diz, “é uma coisa, amar aqueles para quem nós pregamos é totalmente outra coisa”. Um homem convocado por Deus para liderar o rebanho dEle ama ambas as coisas. E ambas são essenciais para a tarefa. O estudo e a reflexão requeridos do pastor não o tornarão um ermitão acadêmico, ao invés disso, o estudo dele deve levá-lo a nutrir mais eficazmente a Igreja. Ele deve possuir uma capacidade básica de comunicar o coração e o amor de Deus ao povo de Deus.

Significa conectar o cuidado do Supremo Pastor.

A Igreja local imerge os pastores nas coisas da vida. Considere os mistérios da experiência humana – o casal sem filhos que acabou de ter o terceiro aborto espontâneo, o novo convertido ainda preso num vício que durou sua vida toda, o provedor que trabalha duro que acabou de perder o emprego, o pecador que está morrendo confrontando a certeza do drama.

Nesses momentos desesperadores, quem é apontado para guiar o povo de Deus pelos vales inexplicáveis para beber nas correntes da providência e da bondade de Deus?

Quem irá nos lembrar que o Supremo Pastor é o Bom Pastor (João 10:11)?

Ninguém além dos pastores da Igreja. Que gloriosa exibição da graça de Deus: criar um escritório especial para nosso cuidado durante tempos de tribulação e sofrimento. Longe dos holofotes e das mídias de comunicação da Cristandade, cuidando do trabalho de pastor na obscuridade, para guardar as almas das pessoas. Eles conectam as ovelhas ao Supremo Pastor.

Paz e graça.

Capa: Marcos Frade.

Fonte: Editora Fiel.
Tradução: João Pedro Cavani.
Original: How Do I Know If I Can Shepherd?

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Plinio Sousa

Plínio Sousa é fundador do Instituto Reformado Santo Evangelho — IRSE, é Pastor Reformado, Bacharel em Teologia e Mestre em Teologia do N.T. Especializado em Interpretação Bíblica e em Teologia Sistemática; Professor de Grego; Métodos de Estudo Bíblico; EBD — Escola Bíblica Dominical; Teologia do Novo Testamento, Psicologia; Sociologia e Filosofia da Educação, atua como Diretor Acadêmico e Professor do IRSE. É Psicólogo Cristão; Juiz de Paz Eclesiástico; (Autoridade Eclesiástica e Ministro de Confissão Religiosa, Conforme Decreto Lei 3.689/41, artigo 295 VIII §ª 4º); Capelão Cristão; Missionário; Palestrante e Escritor.

Apologista, autor de diversos artigos teológicos, de 04 (quatro) livros, atua como conteudista do Instituto Êxito de Teologia (SP), da WRF — World Reformed Fellowship (Comunidade Mundial Reformada) onde também é membro e do Santo Evangelho (Blogue do IRSE); também atua como co-editor do site Reformados 21. É membro da TDI — Sociedade Brasileira do Design Inteligente sob nº de registro 1057.

Adepto e muito abrangente com a defesa da Teologia Reformada e a herança Puritana. Acredita na inspiração verbal e plenária, na revelação proposicional, infalibilidade, inerrância, clareza e suficiência das Sagradas Escrituras. É Supralapsarianista, Calvinista, Aliancista [Teologia Pactual], Pedobatista, Amilenista, e Cessacionista –, rejeita a crença no livre–arbítrio, no apostolado contemporâneo e nos dons revelacionais. Quanto à liturgia, adota o Princípio Regulador do Culto –, como entenderam os Reformadores.
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